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TAP com “dívida brutal” de 2,3 mil milhões de euros

Ministro Pedro Nuno Santos defendeu a negociação com a Atlantic Gateway, acionista privado da TAP, não excluindo "nenhum cenário". Bloco de Esquerda voltou a defender a nacionalização da transportadora aérea.
TAP com “dívida brutal” 2,3 mil milhões de euros
Fotografia de André Gustavo Stumpf/Flickr.

Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas, comentou o valor da dívida financeira líquida da TAP que afirma ser na ordem dos mil milhões de euros. O valor ascende a 2,3 mil milhões se forem considerados os contratos de “leasing” de aviões. O ministro das Infraestruturas e da Habitação qualificou-a mesmo como “dívida brutal”. 

“Precisamos, no momento zero, de fazer uma intervenção de emergência que garanta a liquidez da empresa”, acrescentou à saída de uma audição parlamentar da Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação. 

O ministro defendeu que será necessário fazer primeiro uma “intervenção de emergência” na transportadora aérea e só depois um plano estratégico, de reestruturação e de negócios. 

A intervenção estatal na TAP está ainda dependente do resultado das negociações entre o Estado e o acionista privado da transportadora - a Atlantic Gateway. 

Segundo a Lusa, o governante não respondeu às questões sobre o cancelamento de voos durante a pandemia da covid-19 e a opção de reembolso dessas mesmas viagens em “vouchers” para usar no futuro. 

“Agora a verdade é esta: nós sem TAP, nem ‘vouchers’, nem reembolso e nós vamos intervencionar a TAP e temos de fazê-lo de forma responsável, cautelosa”, sublinhou.

"O Estado português vai partir para uma negociação e não podemos excluir nenhum cenário, inclusivamente o da própria insolvência da empresa, porque obviamente o Estado não pode estar capturado, algemado numa negociação com privados", defendeu. 

A deputada bloquista Isabel Pires participou na audição parlamentar e ressalvou a opinião do Bloco sobre o “interesse absolutamente fundamental” da TAP enquanto representante de um setor estratégico para o país e do seu enorme “impacto do ponto de vista laboral e do ponto de vista económico”. 

O Bloco voltou a defender a nacionalização da TAP e da Groundforce, sendo que já tinha apresentado no final de abril  um projeto de lei nesse sentido, por achar que um setor estratégico para a economia nacional deve ter controlo público na sua gestão executiva. 

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