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Surto de ébola no Congo matou até agora mais de mil pessoas

A República Democrática do Congo está a viver um surto de ébola há dez meses. Morreram já 1069 pessoas. Apesar de uma vacina experimental estar a ser amplamente utilizada, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pede mais fundos para parar os avanços do contágio.
Foto de UNMEER/Flickr

O Congo vive tempos difíceis. À violência armada soma-se um surto de ébola que se arrasta há mais de dez meses e que não está contido. Segundo o Ministério da Saúde congolês 1600 pessoas foram infetadas pela doença. 1069 morreram.

Este surto afeta o leste do país e é considerado como o segundo pior da história da África Ocidental. No surto de 2014-16 mais de 11,300 pessoas morreram. Agora, teme-se que o surto chegue também ao Uganda e Ruanda uma vez que o vírus do ébola tem características extremamente perigosas: espalha-se muito facilmente e é fatal em cerca de 90% dos casos.

António Guterres apelou à solidariedade internacional considerando o momento como “crítico”. Para além disto, o secretário-geral da ONU louvou a “valentia” do pessoal que combate o surto no terreno “num contexto complicado marcado pelo conflito e a insegurança.” A zona mais afetada é uma zona em guerra com dezenas de grupos rebeldes a disputar o controlo do território. Por exemplo, nesta quarta-feira um ataque na cidade de Butembo, um dos focos da febre hemorrágica, vitimou pelo menos nove pessoas segundo o presidente da Câmara Local, Sylvain Kanyamanda Mbusa. Ao todo, registaram-se desde janeiro 42 ataques a instalações de saúde nos quais 85 pessoas que trabalhavam na contenção do surto morreram ou ficaram feridos.

A campanha de vacinação chegou até agora a 100 mil pessoas mas Guterres diz que faltam “recursos adicionais”. A vacinação é vista como uma das chaves essenciais para conter a disseminação da doença. Ao contrário do surto de 2014-16, desta vez conta-se com uma vacina experimental cujos resultados são considerados muito promissores. Por isso, os especialistas da Organização Mundial de Saúde recomendaram esta terça-feira uma expansão massiva desta vacinação. Dizem que este momento é crucial para impedir que o surto ganhe proporções semelhantes às do surto anterior.

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