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Supermercados ALDI “abusam da precariedade laboral”, acusa sindicato

O CESP convocou protestos para as lojas da cadeia de supermercados ALDI em Vila Nova de Gaia. O sindicato acusa o supermercado de “abusar da precariedade laboral” e de atentar contra a liberdade sindical.
Supermercados ALDI “abusam da precariedade laboral”, acusa sindicato
Foto de Mike Mozart/Flickr.

O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) convocou protestos para dia 18 de dezembro junto das lojas ALDI em Vila Nova de Gaia, argumentando que a cadeia de supermercados tem um historial de “abusar da precariedade laboral”.

Numa nota enviada à agência Lusa, o CESP denuncia que “a empresa ALDI ao longo de vários meses tem impedido o sindicato de realizar plenários e de contactar com os trabalhadores colocando em causa os direitos, liberdades e garantias dos mesmos, nomeadamente a liberdade sindical”.

Para além disto, referem também a existência de “atropelos” e “precariedade laboral”. Entre as denúncias está o facto de os operadores de caixa estarem proibidos de se sentar enquanto trabalham, tendo-lhes sido retiradas as cadeiras para esse efeito. Isto, denuncia o CESP, “põe em causa a saúde” dos trabalhadores.

“É inaceitável e vergonhoso que esta empresa, uma das maiores do país e membro da Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição tenha comportamentos deste tipo que, ainda por cima, se aliam à prática de uma gestão de pessoal assente numa brutal exploração”, lê-se no comunicado citado pela Lusa.

“A precariedade abunda no ALDI onde a maioria dos seus trabalhadores, embora estejam a ocupar postos de trabalho permanentes têm vínculos precários. Os trabalhadores e o CESP exigem o cumprimento do contrato coletivo de trabalho, o respeito pelos seus direitos, liberdades e garantias e o aumento de salário”, acrescenta o sindicato.

O sindicato convocou assim várias ações de protesto para dia 18 de dezembro, em Vila Nova de Gaia, distrito do Porto, nas lojas ALDI de Coimbrões e de Mafamude.

Esta não é a primeira vez que o CESP denuncia atentados à liberdade sindical na cadeia de supermercados ALDI. Já em 2018 os supermercados tinham tentado impedir a realização de plenários, pressionado trabalhadores a não se sindicalizarem e ameaçado dirigentes sindicais com processos crime.

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