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Sumol+Compal despede 80 trabalhadores

A empresa beneficiou dos apoios públicos para a manutenção dos postos de trabalho e agora avança para um despedimento coletivo, denuncia o despedimentos.pt.
Sumol+Compal. Foto de despedimentos.pt.
Sumol+Compal. Foto de despedimentos.pt.

Segundo informou esta sexta-feira o portal que divulga denúncias de abusos laborais, despedimentos.pt, a administração da Sumol+Compal avançou para o despedimento de 80 trabalhadores, cerca de 5,5% do total de trabalhadores da empresa.

A empresa de produção de bebidas justificou o despedimento coletivo com a quebra de vendas para a restauração e hotelaria, em consequência da crise sanitária e do impacto das medidas de prevenção na atividade nestes setores, alegando que se “vê obrigada a proceder a um processo de reajustamento da sua estrutura”.

Contudo, recorda a mesma fonte, a Sumol+Compal foi uma das empresas que recorreu imediatamente no início da crise sanitária ao lay off simplificado, medida que prolongou nos meses seguintes. “Ou seja, o despedimento de 80 trabalhadores e trabalhadoras ocorre depois da empresa ter beneficiado, durante vários meses, dos apoios públicos para a manutenção dos postos de trabalho”, esclarece a plataforma.

Acrescenta-se ainda a informação de que o Bloco de Esquerda já remeteu pergunta ao Governo sobre esta situação, questionando o Ministério do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social sobre como pretende atuar para travar o despedimento coletivo e assegurar os direitos destes trabalhadores e destas trabalhadoras.

O grupo Sumol+Compal resulta da fusão, no final de 2008, da Sumolis e da Compal, duas empresas detentoras de conhecidas marcas no setor das bebidas. Em Portugal, tem quatro unidades industriais e várias unidades logísticas, empregando cerca de 1500 trabalhadores, além de fábricas em Angola e Moçambique. Com exportação para 70 países, teve em 2018 um volume de negócios de cerca de 330 milhões de euros.

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