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SOS Racismo repudia chumbo de resolução para salvar migrantes no Mediterrâneo

O SOS Racismo manifesta a sua “indignação e repúdio pela posição de alguns deputados portugueses, cujo sentido de voto desfavorável foi determinante para que a resolução não fosse aprovada”.

Recordando que a proposta de resolução sobre busca e salvamento de migrantes no Mediterrâneo foi rejeitada no Parlamento Europeu, no passado dia 24 de outubro, tendo obtido 288 votos a favor e 290 contra, o SOS Racismo manifesta “o seu repúdio quanto ao resultado desta votação, encarando-a como um desrespeito pela vida humana, pelos Direitos Humanos e por diretivas internacionais fundamentais, como a Convenção de Genebra ou a Convenção Internacional sobre Busca e Salvamento Marítimo”.

“Se registamos com agrado o voto favorável de eurodeputados e eurodeputadas eleitas por Portugal, que votaram de forma expressiva pela criação de mecanismos de busca e salvamento no mar de vidas humanas, não podemos deixar de manifestar a nossa indignação e repúdio pela posição de alguns deputados portugueses, cujo sentido de voto desfavorável foi determinante para que a resolução não fosse aprovada”, escreve a organização não-governamental (ONG).

O SOS Racismo recorda que, apesar das “macabras estatísticas”, que indicam que, só em 2019, quase um milhar de pessoas já perdeu a vida no Mediterrâneo, “houve uma maioria no parlamento europeu, que incluiu eurodeputados portugueses (Nuno Melo, do CDS-PP e Álvaro Amaro, do PSD, que votaram contra a referida resolução, e José Manuel Fernandes, eleito pelo PSD, que se absteve) e que decidiu pela manutenção de uma politica migratória mortífera, continuando a transformar as fronteiras marítimas europeias em cemitérios a céu aberto”.

“É com profunda revolta que constatamos que os votos destes deputados foram determinantes para que a resolução não fosse aprovada, pondo em causa direitos humanos fundamentais, como o direito à vida, à dignidade e à liberdade de circulação. A criminalização da ajuda humanitária é um atentado à dignidade humana e um atropelo aos direitos humanos e é urgente a criação de passagens seguras para as vias de migração”, remata a ONG.

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