Ao portal despedimentos.pt chegaram denúncias da imposição de férias a mais de 400 trabalhadores pela Sociedade de Porcelanas de Alcobaça (SPAL): “Após uma reunião da gerência com os trabalhadores e as trabalhadoras da empresa, para impor a marcação de férias neste período, os funcionários foram pressionados a assinar um documento que declarava um suposto acordo no agendamento de férias, na verdade não desejadas”.
Segundo os denunciantes, as férias foram impostas para o período entre 30 de março e 9 de abril, seguindo-se uma entrada em lay-off, continuando em funções cerca de uma dezena de trabalhadores. Com salários mínimos generalizados, estas pessoas viram parte importante dos seus rendimentos serem cortados, com o não pagamento de subsídios de turno e de subsídio de férias. Denunciaram ainda a falta de condições de segurança, devido à ausência de um adequado plano de contingência e de equipamentos de proteção.
A SPAL é uma conhecida empresa de porcelanas, fundada em 1965 e conta com cerca de 500 funcionários. “o seu site, assinala que considera a saúde e segurança no trabalho como uma “ferramenta de gestão essencial” e anuncia o princípio da “responsabilidade social”. Num momento crítico, a prática seguida parece contrastar com estes enunciados. Empresa recorre a apoios públicos enquanto corta rendimentos e direitos laborais.