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Sindicatos exigem integração de precários em Almada

Concentração com centenas de trabalhadores da higiene urbana exigiu a integração de 51 trabalhadores com contratos a prazo.
Imagem de CGTP.pt

Teve ontem lugar uma concentração de trabalhadores da higiene urbana junto à Câmara Municipal de Almada. A concentração juntou centenas de trabalhadores e serviu para exigir a integração de 51 contratados a prazo. Porém, a autarquia diz que estes não cumprem os requisitos da lei para a regularização de vínculos precários.

"Tivemos aqui centenas de trabalhadores que vieram exigir a integração de 51 contratados a prazo da higiene urbana, ao abrigo da Lei 112/2017, para a regularização de vínculos precários. E entregámos um abaixo-assinado com 900 assinaturas a exigir a regularização dos vínculos precários destes trabalhadores", disse à agência Lusa Luís Leitão, coordenador da União de Sindicatos de Setúbal.

"A Câmara de Almada, ao contrário do que diz, só não integra estes trabalhadores porque pretende manter a precariedade e não por qualquer impedimento legal. Não é uma questão jurídica, é uma questão de vontade política. Se quiserem ouvir o STAL - Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local, eles explicam como se pode fazer a integração com total respeito pela lei", acrescentou o coordenador sindical. 

João Couvaneiro, vice-presidente da Câmara de Almada e eleito pelo Partido Socialista, acusou trabalhadores e sindicalistas de invasão aos Paços do Concelho e ao seu gabinete quando este se preparava para receber apenas uma delegação da Comissão de Trabalhadores.

O coordenador da União de Sindicatos de Setúbal nega qualquer invasão. "Os trabalhadores foram apenas, coletivamente, fazer a entrega do abaixo-assinado e não provocaram distúrbios", garantiu.

João Couvaneiro afirmou que os trabalhadores não cumprem os requisitos legais. "O que impede a integração destes trabalhadores é eles não terem ainda completado um ano de serviço quando foi aberto o processo de regularização [de vínculos precários]", justificou à agência Lusa.

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