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Sindicatos dos enfermeiros marcam greve para início de novembro

Enfermeiros reclamam o descongelamento da carreira e vão concentrar-se dia 28 de outubro em frente à Assembleia da República, antes da paralisação da primeira semana de novembro.
Os enfermeiros irão entregar a petição “Enfermeiros reclamam descongelamento da carreira e avaliação de desempenho igual aos enfermeiros da Região Autónoma da Madeira”.
Os enfermeiros irão entregar a petição “Enfermeiros reclamam descongelamento da carreira e avaliação de desempenho igual aos enfermeiros da Região Autónoma da Madeira”. Imagem de João Manuel Ribeiro via Lusa [arquivo].

Os sindicatos dos enfermeiros marcaram uma greve para a primeira semana de novembro e uma concentração no dia 28 deste mês em frente à Assembleia da República, noticia a Lusa.

A decisão, tomada por todos os sindicatos representativos destes trabalhadores, terminou esta terça-feira de madrugada. Na reunião estiveram representados o Sindicato dos Enfermeiros, o Sindicato do Enfermeiros Portugueses, o Sindicato dos Enfermeiros da Região Autónoma da Madeira, Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal, Sindicato Independente Profissionais de Enfermagem e Sindicato Independente de Todos os Enfermeiros Unidos.

Segundo declarações de Pedro Costa, do Sindicato dos Enfermeiros, a concentração de enfermeiros e de todos os sindicatos, em frente à Assembleia da República, visa reivindicar os direitos dos enfermeiros, com a entrega da petição “Enfermeiros reclamam descongelamento da carreira e avaliação de desempenho igual aos enfermeiros da Região Autónoma da Madeira”.

A crise de exaustão que se vive no setor é visível na dificuldade dos enfermeiros em aguentar o volume de trabalho mas também nos médicos que faltam, levando já à suspensão de serviços em várias unidades de saúde, com os serviços de Ginecologia e Obstetrícia suspensos consecutivamente nos hospitais de Beja e Setúbal. No hospital Egas Moniz, em Lisboa, existe uma situação de rutura, já reconhecida pelo conselho de administração, em que a maioria dos blocos operatórios estão parados por falta de anestesistas.

No último ano e meio, cerca de uma dezena de anestesistas do hospital Egas Moniz pediram a reforma e nenhum foi substituído. Quem acabou a especialidade não quer ficar no hospital, migrando desta forma para o setor privado, por falta de políticas que garantam condições no SNS. E no Centro Hospitalar e Universitário do Algarve são cerca de 100 os médicos em falta, existindo várias especialidades comprometidas.

No último debate parlamentar com o primeiro-ministro, Catarina Martins criticou o governo pela recusa em garantir medidas que permitam fixar profissionais no SNS”.

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