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Sindicatos acusam administração da EDP de ter “plano de desmembramento”

Os sindicatos SIEAP (Sindicato das Industrias, Energia e Águas de Portugal) e CSI Astúrias (Corriente Sindical d’Izquierda Astúrias) acusam a administração da EDP de ter um “plano de desmembramento” do grupo empresarial e de “ceder ao fundo Elliott”.
Central Térmica da EDP no Carregado – Foto de João Relvas/Lusa
Central Térmica da EDP no Carregado – Foto de João Relvas/Lusa

O SIEAP e a CSI-EDP Astúrias estiveram reunidos nesta terça-feira no Seixal e divulgaram um comunicado conjunto, onde acusam a administração da EDP de “apresentar um plano que desmembra o Grupo EDP e cede às pressões especulativas do capitalismo selvagem exigidas pelo fundo Elliott”.

Os dois sindicatos, que dizem ter forte representação nas térmicas da empresa, convocam plenários de trabalhadores em todas as centrais térmicas da EDP na Península Ibérica, para o mesmo dia de Abril.

Segundo o SEAP, o objetivo dos plenários é “colocar em primeiro lugar a defesa dos direitos dos trabalhadores e dos postos de trabalho”.

O SIEAP exige que o Governo tome posição perante a “atitude da administração da EDP”, defendendo que “a energia é um serviço público, o ambiente é para as pessoas; os governos têm de responder aos direitos das pessoas e dos trabalhadores”.

O SIEAP, que convocou a greve feminista, e a CSI dizem que vão continuar a realizar ações conjuntas.

EDP vai vender mais de 2.000 milhões de ativos na Península Ibérica

Nesta terça-feira, 12 de março, o presidente executivo da EDP, António Mexia, divulgou o plano estratégico 2019-2022, anunciando que a empresa vai vender mais de dois mil milhões de ativos de geração de eletricidade convencional na Península Ibérica. Segundo a Lusa, a alienação será de negócios não estratégicos, nomeadamente centrais térmicas em Portugal e Espanha e deverá ser concretizada "nos próximos 12 a 18 meses".

A empresa refere também que vai investir, no mesmo período, 7.000 milhões euros, em termos líquidos, cerca de 12.000 milhões de euros em termos brutos, reforçando sobretudo o investimento nas renováveis. No plano estratégico enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a empresa declara que 75% do investimento previsto para os próximos quatro anos será em energias renováveis. Mexia disse que "a EDP está numa boa posição para capitalizar a transição energética", indicando a meta de ter 90% de produção renovável em 2030 (comparando com 66% em 2018).

Segundo o plano estratégico, 40% do investimento serão nos EUA, seguindo-se a Europa (35%) e o Brasil (25%), como principais destinos de investimento.

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