Sindicato acusa Ryanair de atentar contra direito à greve

30 de março 2023 - 15:22

A empresa está a pressionar a Comissão Europeia para que haja serviços mínimos e gestão externa de voos por causa da greve dos controladores aéreos em França, diz o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil.

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Easyjet. Foto de Victor/Flickr.
Easyjet. Foto de Victor/Flickr.

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil acusa a Ryanair de atentar contra o direito à greve. Em causa está a greve dos controladores aéreos em França. A empresa lançou uma petição online para pressionar a Comissão Europeia para que se “protejam os passageiros” dos voos que utilizem o espaço aéreo do país mas não tenham partida ou chegada aí.

Isto quer dizer que se exigem serviços mínimos e gestão externa de voos. O SNPVAC diz que tal posição é “uma limitação do direito à greve” e acusa a transportadora aérea de “conviver mal com os princípios básicos do estado de direito”.

No seu comunicado, os sindicalistas escrevem ainda: “Não aceitamos e continuaremos a lutar contra companhias que não respeitem a lei e os trabalhadores". E acrescentam que “está na hora dos governos e instituições europeias não permitirem mais este tipo de comportamentos”.

Os tripulantes de cabine em Portugal têm marcada uma greve para os três primeiros dias de abril devido ao “impasse vivido” nas negociações e à “postura intransigente e incompreensível por parte da companhia área.

Também para esta greve a empresa tenta que hajam serviços mínimos. José Lopes, diretor da empresa em Portugal, e Thomas Haagensen, diretor europeu, em declarações à Lusa, confirmam que estão a tentá-lo junto do Governo e utilizam o mesmo argumento “de proteger as pessoas que escolhem voar” com a Easyjet.