Silvestre Pereira, empresário do ramo dos seguros, natural de Pedrouços, é o candidato à Câmara Municipal. Foi um dos dois deputados municipais que o Bloco elegeu há quatro anos, à semelhança do que aconteceu no mandato anterior. Os seus mandatos têm sido sempre pautados por muitas intervenções, moções e também perguntas ao Presidente da Câmara Bragança Fernandes (PSD/CDS), que não se recandidata nestas eleições, por força do limite de mandatos, mas se apresenta como cabeça-de-lista à Assembleia Municipal.
Francisco José Silva, técnico industrial, é o cabeça-de-lista do Bloco à Assembleia Municipal. Ocupa o lugar de deputado à Assembleia Freguesia Cidade da Maia, onde tem procurado, com sucesso, consensos entre os diferentes partidos e movimentos de oposição ao executivo minoritário liderado pelo PSD/CDS.

Os candidatos bloquistas têm alertado para o facto de nos últimos 10 anos a Maia ter perdido força, sofrendo algum retrocesso no desenvolvimento, fruto da crise económica e do endividamento da Câmara Municipal, cuja dívida vem já dos tempos do anterior presidente.
A população reclama pela falta habitação social, de transportes públicos em várias freguesias do concelho, nomeadamente nas freguesias periféricas, e por maior investimento e acompanhamento nas situações de pobreza e exclusão social, particularmente das crianças e dos idosos.
O desemprego é também uma preocupação, sobretudo para os mais jovens. Por isso o Bloco defende medidas de incentivo à criação de emprego na Maia.
Neste concelho industrial, situado a norte do Porto e de Matosinhos, o Bloco quer retirar a maioria absoluta à direita, reforçar o número de deputados e eleger, pela primeira vez, um vereador na Câmara Municipal.
Aposta num outro modelo de gestão autárquica, com regras de funcionamento transparentes e a efetiva participação dos cidadãos nas decisões dos executivos.
O ambiente é também uma temática ao qual a candidatura do Bloco não é indiferente num dos concelhos do Distrito com maior concentração de CO2, tendo já apresentado uma proposta de plano para a despoluição do rio Leça e defendendo a adesão do concelho da Maia ao Pacto de Autarcas, visando reduzir as emissões de CO2 em 40% até 2030, através de um plano de ação e a respetiva monitorização. Exige ainda a instalação de uma unidade de monitorização da qualidade do ar e do ruído nas freguesias de Folgosa e S. Pedro Fins.