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Sede do Podemos em Cartagena atacada com engenhos explosivos

É a sexta vez que esta sede é atacado pela extrema-direita denunciam os dirigentes locais do partido. O ataque surge na mesma semana em que Pablo Iglesias foi vítima de uma espera por parte de neonazis quando visitava uma associação de moradores que estes grupos tinham atacado.
Imagem da sede do Podemos em Cartagena no momento do ataque.
Imagem da sede do Podemos em Cartagena no momento do ataque.

O deputado regional de Múrcia do Podemos, Javier Sánchez Serna, denunciou esta sexta-feira que a sede do partido em Cartagena foi atacada com engenhos explosivos. O dirigente político partilhou o vídeo das câmaras de segurança no qual se podem ver os vidros do edifício pintados e o momento da explosão.

O Podemos de Cartagena denuncia que é a sexta vez que esta sede do partido sofre um ataque por parte da extrema-direita mas garante que “se o que pretendem é amedrontar-nos, saibam que não o conseguirão. Continuaremos a lutar pelo povo”.

Serna condenou o PP e o Vox, que se tinham negado há meses a apoiar uma declaração de condenação pelo ataque anterior em que tinham sido lançadas pedras contra esta sede: “malditos sejam os que branqueiam o fascismo todos os dias”, escrevem.

Desta feita, os partidos de direita acabaram por tomar posição. O porta-voz nacional do PP, José Luis Martínez-Almeida, condenou o ataque mas aproveitou para dizer que o Podemos nem sempre condenou ataques contra o Podemos. A presidente do Ciudadanos, Inés Arrimadas, também foi no mesmo sentido, escrevendo que condena o ataque mas que “não vale repudiar apenas os ataques que cada um sofre. É preciso condenar todos”.

Do lado da extrema-direita, o presidente do Vox em Múrcia, José Ángel Antelo, também alinhou no mesmo tipo de discurso, tentando ir um pouco mais longe. Na sua mensagem no Twitter pode ler-se que o seu partido “condena todo o ato violento venha de onde vier, mas recordamos que apenas há um partido que incentiva o terrorismo de rua”, uma mensagem dirigida ao Podemos.

Pablo Iglesias, o principal rosto do partido, também reagiu via Twitter. Neles escreveu que “o terrorismo de rua dos ultras não irá amedrontar-nos. Face aos violentos e aos seus branqueadores: democracia, liberdade de expressão e justiça social”.

Na passada terça-feira tinha sido ele o alvo das tentativas de intimidação da extrema-direita. Em Coslada, o vice-presidente do governo ia visitar o associação de moradores Fleming, que tinha sido atacada com paus no sábado anterior por um grupo de entre oito a dez neonazis. Apesar de terem partido vidros, estes elementos não tinham conseguido entrar na sede da organização. Segundo esta, há anos que as associações comunitárias vêm sendo atacadas por estes grupos. Apesar disso, escreveram em comunicado “nenhum governo fez nada a este propósito”, denunciando a “inação tanto política como policial face a ataques reiterados e sistemáticos”.

Ao visitar a instituição, Iglesias deparou-se com um grupo ameaçador que fazia saudações fascistas e usava indumentária com símbolos neonazis e que só saiu do local quando foi dispersado pela polícia.

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