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Santarém: realizou-se a primeira manifestação antitaurina

Este domingo, realizou-se a primeira manifestação antitaurina em Santarém. Dezenas de pessoas manifestaram-se contra a realização de uma corrida que se insere nas festas da cidade, contestando ainda o financiamento atribuído pelo município.
Fotografia de Paulete Matos, 2018.
Fotografia de Paulete Matos, 2018.

Exibindo faixas com as inscrições “Espetáculo cruel, macabro, sádico”, “Medo, Horror e Sangue” e “Terror, Dor, Sofrimento”, os participantes exigiram ainda que o dinheiro público não fosse usado para promover este tipo de espetáculo, com slogans como “dinheiro público em violência ornamentada não representa a evolução” e “a tourada sobrevive à custa de dinheiro público, mais de 16 milhões de euros anualmente”.

A ideia para a mobilização partiu de Ana Clara Luís, que disse à agência Lusa que as touradas são uma “mostruosidade”. A manifestação, aliás, era “contra o abuso dos animais” e o uso de dinheiro dos impostos em “bilhetes de touradas”.

Também de acordo com a agência Lusa, Luís Martinho terá dito que a “gota de água” que o levou a juntar-se ao protesto foi o financiamento concedido por uma câmara “que saiu agora de um processo de falência” e pratica um dos IMI mais elevados do país. Ou seja, “assim que teve uma folga financeira”, preferiu financiar touradas.

“Não passa da cristalização de uma cultura em que nós não nos revemos, porque a evolução histórica ditará, mais cedo ou mais tarde, o fim das touradas. Apenas estamos do lado certo da história a dar um empurrãozinho, porque certamente sem dinheiro público ela não subsiste. Eles sabem perfeitamente disso e por isso é que esse financiamento é dado”, afirmou.

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