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Ryanair com lucros de cerca de mil milhões de euros

A companhia aérea, conhecida pela sua política de baixos salários, precariedade, assédio moral e perseguição sindical, e que, no início deste mês, despediu 75 trabalhadores no aeroporto de Faro, anunciou uma melhoria nas perspetivas para o lucro amealhado em 2018.
Os lucros da Ryanair contrastam com a política de baixos salários seguida pela empresa. Foto Alessandro Ambrosetti/Flickr.

Segundo avança o Jornal de Negócios, a Ryanair estima que os lucros arrecados no ano passado sejam superiores ao previsto. A previsão da empresa aérea é atingir lucros entre os 950 milhões de euros e os 1,05 mil milhões de euros no ano que termina em março. As estimativas apresentadas anteriormente apontavam para lucros entre os 800 milhões de euros e os 900 milhões de euros.

Os títulos em bolsa da Ryanair subiram a pique, registando o maior aumento em mais de uma década. O Negócios refere que a transportadora “segue com ganhos de 6,70% para os 16,25 euros, mas já chegou a avançar 11,39% para os 16,965 euros”.

Os lucros da Ryanair contrastam com a política de baixos salários seguida pela empresa.

A Ryanair, sediada na Irlanda, aplica a legislação laboral deste país a todos os seus trabalhadores, independentemente da base aérea a que estejam alocados. No que respeita aos trabalhadores portugueses, e empresa área está em falta com pagamentos de subsídios de férias e de Natal, não reconhece direito a 22 dias úteis de férias por ano, não cumpre as normas relativas à licença de parentalidade e não integra os trabalhadores com mais de dois anos de serviço. Mas a aplicação da lei irlandesa é parcial. Quando a legislação nacional é mais vantajosa, a Ryanair impõe-a sem pestanejar.

A par da total precarização das condições de trabalho, a Ryanair segue uma feroz política anti-sindical e o assédio laboral é uma constante.

A 8 de janeiro foram despedidos 75 trabalhadores que trabalhavam para a transportadora aérea no Aeroporto de Faro.

Os deputados bloquistas João Vasconcelos, Isabel Pires e José Soeiro questionaram o Governo, através dos Ministérios das Infraestruturas e Habitação, e do Emprego, Solidariedade e Segurança Social sobre os despedimentos e os incumprimentos contratuais praticados pela Ryanair neste aeroporto.

O plano de despedimentos e encerramento de bases da empresa transversal aos países europeus onde a Ryanair opera.

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