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A rutura da oncologia em Viseu é “triste e ridícula” diz o Bloco local

Carlos Couto da Comissão Coordenadora Distrital do Bloco de Viseu declarou esta quinta-feira à agência Lusa que “é triste e ridículo” que o serviço de oncologia do Centro Hospitalar Tondela-Viseu não aceite novos pacientes. O partido exige que a situação seja resolvida “de imediato”.
Hospital de São Teotónio em Viseu que integra o Centro Hospitalar Tondela-Viseu.
Hospital de São Teotónio em Viseu que integra o Centro Hospitalar Tondela-Viseu. Foto de Hugo Cadavez/Flickr

O serviço de oncologia do Centro Hospitalar Tondela-Viseu está em rutura e a cirurgia oncológica está em risco. Este foi o teor da denúncia feita esta terça-feira através de um comunicado conjunto do Sindicato dos Médicos da Zona Centro, do Sindicato Independente dos Médicos e da secção regional do Centro da Ordem dos Médicos.

As três organizações escreveram que se atingiu já “o ponto de rutura e que os colegas oncologistas assumem a incapacidade de garantir a consulta e tratamentos de quimioterapia para novos doentes”. O que era “previsível desde há vários meses” mas “levou a que, nas últimas semanas, os doentes com necessidade de iniciar quimioterapia estejam em suspenso à espera de uma solução”. Situação dramática porque, explicam os médicos, a quimioterapia “tem uma janela limite de eficácia”.

A distrital de Viseu do Bloco de Esquerda tomou posição sobre o tema esta quinta-feira. Carlos Couto, membro da Comissão Coordenadora Distrital, em declarações à Agência Lusa, avançou que “o Bloco de Esquerda acha triste e ridículo que um serviço de um hospital com esta dimensão chegue ao ponto de não aceitar novos utentes. Continuamos a defender que o Sistema Nacional de Saúde necessita de muito mais investimento do que aquele que tem tido.”

A distrital de Viseu do Bloco assegura que o partido “vai questionar o Ministério [da Saúde] e vai levar o assunto ao Parlamento” e “além das perguntas, vamos deixar claro que para o Bloco esta situação tem de ser resolvida de imediato e têm de ser arranjadas soluções para que os utentes possam continuar a serem atendidos em Viseu”.

E, para além da resposta imediata a este problema, o Bloco quer ir mais longe. Carlos Couto diz que, para além dos médicos em falta, é preciso resolver “questão do investimento na radioterapia e centro oncológico, ou seja, o investimento que está prometido, mas que ainda não começou”. Para o dirigente bloquista, o Centro Hospitalar Tondela Viseu “precisa desse investimento por dois motivos: primeiro, para conseguir tapar os buracos do desinvestimento dos últimos anos e, depois, em segundo, para poder evoluir e dar melhores condições aos utentes”.

Portanto, a pressão “que, felizmente, está a existir” deve ser “para pôr mais um penso rápido” e fazer com que “o serviço possa ter mais valências através do investimento necessário na saúde”.

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