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Rússia: Jovem ativista climático condenado a seis dias de prisão

O violinista de 25 anos Arshak Makichyan foi condenado esta sexta-feira por organizar um protesto pelo clima a 25 de outubro. O movimento Fridays For Future defende que a detenção de Arshak é um “castigo absolutamente desproporcional e uma forma de intimidação contra todos os ativistas pelo clima na Rússia”.
Foto publicada pelo Fridays For Future Russia.

Conforme escreve o Guardian, os ativistas climáticos consideram que a punição de Arshak Makichyan foi desproporcionalmente severa e uma das mais duras repressões contra estudantes em todo o mundo.

O movimento Fridays For Future Russia assinala, em comunicado, que, conforme argumentou o advogado do ativista durante o julgamento, foi ilegalmente negada a Arshak autorização para realizar o protesto.

“Não lhe foi fornecida qualquer explicação para este facto, tendo-lhe sido oferecida uma localização alternativa num parque remoto onde qualquer protesto seria invisível”, escreve.

A 25 de outubro, as três pessoas que organizaram o protesto foram detidas minutos após o início da iniciativa, sem qualquer aviso ou oportunidade para dispersar.

Há umas semanas atrás, Arshak participou ainda na cimeira pelo Clima da ONU - a COP 25 em Madrid -, onde se reuniu com jovens ativistas de todo o Mundo para “coagir os políticos a tomar drásticas medidas contra as catastróficas mudanças climáticas”.

Em março, o ativista iniciou uma greve estudantil a solo na Praça Pushkin, já que, sob as rígidas restrições da Rússia às reuniões, um protesto de maiores dimensões carece de autorização, o que é praticamente inviável.

“Em Moscovo, é quase impossível obter permissão para uma manifestação em massa, por isso protestamos numa fila. Uma pessoa segura um cartaz por cinco minutos e depois entrega à próxima pessoa que está à espera nas proximidades. Dessa forma, não temos problemas porque se trata de uma série de greves individuais e não de uma reunião de grupo ", explicou o violinista de 25 anos ao Guardian no final do verão.

Ele e outros ativistas solicitaram, sem sucesso, e por mais de dez vezes, autorização para a realização de um protesto de maiores dimensões, na esperança de dar impulso ao movimento climático na Rússia, uma grande nação produtora de gás que tem um dos piores registos mundiais no combate às emissões.

Termos relacionados Greve climática estudantil, Ambiente
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