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Robinhood despede mais 23% dos trabalhadores

Em abril a aplicação de compra de ações e “criptomoedas” tinha já despedido 9%. Depois um pique na altura da pandemia, o número de utilizadores está em queda e o negócio das “criptomoedas” da empresa rendeu menos 75% num ano.
Aplicação da Robinhood num telemóvel. Foto de Focal Project DE/Flickr,
Aplicação da Robinhood num telemóvel. Foto de Focal Project DE/Flickr,

A aplicação de compra de ações e “criptomoedas” anunciou através de um comunicado lançado esta terça-feira que vai despedir 23% dos seus trabalhadores depois de, em abril, ter despedido 9% do seu pessoal que totalizava então 3.800 pessoas.

A empresa que ainda há um ano alardeava sucesso, desculpa-se agora com a inflação e a quebra do negócio das “criptomoedas” que a fez ter um decréscimo de rendimento na ordem dos 44%. Isto quer dizer que no segundo trimestre do ano passado tinha encaixado 565 milhões de dólares e que, neste ano, encaixou 318 milhões. Por isso, 780 pessoas perderão o emprego sobretudo nas áreas de operações, marketing e gestão de programas.

A Robinhood tinha entrado na bolsa em julho do ano passado, tendo caído desde então 75% do seu valor. Com a pandemia, tinha tido um pique de utilizadores vendendo a possibilidade de negociar na bolsa facilmente através do telemóvel e sem comissões. Estes estão agora em queda acentuada: os utilizadores ativos mensais cairam de 21,3 milhões para 14 milhões. A crise das “criptomoedas”, por sua vez, fez o rendimento proveniente desta fonte cair 75% num ano.

Vlad Tenev, o chefe executivo da empresa, publicou uma mensagem a dizer que os cortes anteriores “não tinham ido suficiente longe” e a assumir a responsabilidade pela “trajetória ambiciosa de contratação” que a empresa teve anteriormente. As despesas de operação da Robinhood subiram 22%. O custo da “reorganização” da empresa ascende a valores entre os 30 e 40 milhões de dólares.

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