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Risco de Alzheimer aumenta em idosos que tiveram covid

Estudo científico diz que o risco é entre 50% e 80% superior nesta população, com destaque para as mulheres com mais de 85 anos. Na Europa, 17 milhões sofreram de "covid longa" desde o final de 2020.
Foto de Paulete Matos.

Um estudo de cientistas da Case Western Reserve University, dos Estados Unidos, agora publicado no Journal of Alzheimer's Disease, revela que as pessoas mais velhas que estiveram infetadas com covid-19 têm um risco “substancialmente maior” de desenvolver Alzheimer no espaço de um ano.

O estudo analisou os registos médicos de 6,2 milhões de pessoas maiores de 65 anos que receberam tratamento médico entre fevereiro de 2020 e maio de 2021 e não tinham um diagnóstico prévio de Alzheimer. E conclui que que o risco de desenvolver esta doença é entre 50% e 80% maior do que num grupo de controlo. As mulheres com mais de 85 anos são o grupo com maior risco.

Segundo a agência Lusa, as conclusões do estudo não permitem perceber se a infeção por covid-19 desencadeia um novo desenvolvimento da doença de Alzheimer, ou se acelera o seu início.

Covid longa afeta entre 10% a 20% dos infetados

Um estudo do Instituto de Métricas e Avaliação de Saúde (IHME) da Escola de Medicina da Universidade de Washington para a região europeia da Organização Mundial da Saúde (OMS) procurou entender melhor o efeito persistente da covid.  E concluiu que as mulheres são duas vezes mais propensas a sofrerem com esta condição que afetou nos últimos dois anos 17 milhões de pessoas na Europa.

Segundo o estudo citado pela Lusa, o risco de covid longa aumenta bastante nos casos mais graves que envolveram hospitalização, com uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens propensos a desenvolver esta doença por um longo período. Fadiga com dor no corpo e alterações de humor, problemas cognitivos e falta de ar são os três grupos de sintomas persistentes da covid-19.

"Embora ainda haja muito a ser estudado sobre a persistência da covid-19, especialmente como se apresenta em populações vacinadas em comparação com não vacinadas e como afeta as reinfeções, estes dados destacam a necessidade urgente de mais análises e aumento do investimento, apoio e solidariedade com aqueles que sofrem com esta condição”, destacou Hans Henri P. Kluge, diretor regional da OMS para a Europa.

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