Rios Diz e Noéme sem “melhorias significativas”, denuncia Bloco da Guarda

22 de março 2023 - 19:25

No Dia Mundial da Água, a estrutura distrital do partido diz que as promessas de despoluição e recuperação destes cursos de água não se concretizam, criticando “o desrespeito por um dos recursos naturais mais importantes e úteis do concelho”.

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Rio Noéme. Pormenor de uma foto da Câmara Municipal da Guarda.
Rio Noéme. Pormenor de uma foto da Câmara Municipal da Guarda.

No Dia Mundial da Água, que se comemora esta quarta-feira, a Comissão Coordenadora Distrital da Guarda do Bloco de Esquerda destacou a situação dos rios Diz e Noéme que “apesar das promessas de despoluição e recuperação não sofreram melhorias significativas”.

A estrutura distrital do partido contactou a autarquia da Guarda, a Agência Portuguesa do Ambiente, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente da GNR no sentido de “obter informação acerca da responsabilidade e ações tomadas nos últimos anos”, nomeadamente “acerca da identificação das fontes poluidoras, soluções encontradas e respetivos valores, razão pela qual as soluções propostas não avançaram, das ações executadas até ao momento por parte das diversas instituições e penalizações aplicadas ao município da Guarda”.

Concluiu-se que “ambos os rios mencionados se apresentam como um perigo ambiental, animal e para a saúde pública”. Critica-se a desvalorização do rio Diz, um afluente do Noéme, na zona da Estação de Tratamento de Águas Residuais de São Miguel e do Parque Urbano do Rio Diz, na Guarda, “encontra-se desvalorizado” e a“poluição visível em praticamente toda a sua extensão”. Acrescenta-se que “junto à ponte da Gata” este “apresenta uma coloração escura e uma camada acinzentada e bastante espessa na sua superfície, resultado do acumular de resíduos despejados e não tratados nas últimas décadas” e que “junto à ponte do Monte Barro, antes da confluência do rio Diz com o rio Noéme, a água encontra-se completamente castanha, apresentando também uma infinidade de resíduos na sua superfície”.

A situação não é nova, esclarece-se, mas “tem sido continuamente esquecida pelos sucessivos executivos”. E dela resulta “o progressivo abandono das atividades primárias – dependentes de um bom estado de conservação da água – de lazer” que contribui “para o despovoamento das zonas adjacentes, sem esquecer o desaproveitamento da passagem de um rio no maior parque da cidade”.

O partido sublinha que as suas denúncias sobre o tema “são constantes”. Assim como as ações de grupos cívicos. Só que “o desrespeito por um dos recursos naturais mais importantes e úteis do concelho é permanente e a ausência de ações efetivas por parte do poder local torna-o ainda mais grave”.