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“Resposta à crise não pode continuar a beneficiar o gangsterismo financeiro”

Em resposta ao discurso do Presidente da República no âmbito das comemorações do dia da Implantação da República, Pedro Filipe Soares elencou as prioridades do Bloco e referiu que as questões laborais “não podem ficar como estavam antes da crise”.
Pedro Filipe Soares
Foto de Tiago Petinga | Lusa

O discurso do Presidente da República, no âmbito das comemorações do dia da Implantação da República, salientou três ideias principais: o apelo à unidade, as respostas à crise não podem ser só para os privilegiados e a rejeição de compadrios e da corrupção.

Pedro Filipe Soares, líder do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, afirmou em conferência de imprensa que “o Presidente da República teve uma mensagem que começou por ser uma mensagem forte, em particular quase motivacional, para dar uma resposta a esta crise pandémica, económica e social”.

O dirigente do Bloco refere que “a resposta à crise deve ser forte, mas pode ser também debatida com a tranquilidade e serenidade que as pessoas precisam neste contexto. E para uma resposta à crise que não deixe o país com os problemas estruturais que já tinha antes desta crise é essencial um conjunto de medidas e que nós temos colocado em cima da mesa”.

“Em primeiro lugar, compreender que as relações laborais são uma fragilidade do país e que não podem ficar como estavam antes da crise, que o investimento nos serviços públicos é uma garantia, nomeadamente na certeza que ninguém fica sem cuidados de saúde. Na salvaguarda que na resposta de uma crise económica e social profunda não há ninguém que fique sem apoios sociais”, referiu Pedro Filipe Soares.

O líder parlamentar bloquista frisou que a resposta à crise não pode continuar a beneficiar o gangsterismo financeiro “tal como beneficiou no passado” e acrescentou que são estas as prioridades “que estão até em linha com repto lançado pelo Presidente da República e acima de tudo com aquilo que as pessoas sentem como necessidade para responder a uma crise profunda que o país está a enfrentar. São exatamente aquelas que com toda a tranquilidade, mas com toda a persistência também o Bloco de Esquerda tem colocado em cima da mesa”.

O Presidente da República vincou no seu discurso o apelo à unidade do país, mas o dirigente bloquista disse que “temos feito todo um processo onde garantimos que por um lado não deixam de estar equacionadas as respostas fundamentais para o futuro do país e por outro lado temos uma abertura para um diálogo para garantir que essas respostas fundamentais são de facto implementadas. E é isso que nós exigimos, que esse diálogo tenha resultados”.

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