Está aqui

Responsável pelo programa nuclear iraniano foi assassinado

O assassínio de Mohsen Fakhizadeh, numa emboscada a sul de Teerão por homens armados, irá agravar as tensões na região, com o governo iraniano a ameaçar retaliações contra Israel.
Israel e Arábia Saudita deverão aproveitar transição nos EUA para enfraquecer a República Islâmica, dificultando uma reaproximação de Washington a Teerão.
Israel e Arábia Saudita deverão aproveitar transição nos EUA para enfraquecer a República Islâmica, dificultando uma reaproximação de Washington a Teerão. Foto via Irib Handout, EPA/Lusa.

Mohsen Fakhrizadeh, alegadamente o diretor do programa nuclear iraniano, foi assassinado esta sexta-feira num ataque ainda não reivindicado. O Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão lança as suspeitas para Israel, que permance em silêncio tal como Washington.

O cientista e professor universitário era apontando pelos Estados Unidos da América como um dos responsáveis pelo programa nuclear iraniano desde os anos 80 do século XX, tendo sido alvo de sanções por parte dos EUA em 2008.

Alegadamente, estaria incluído numa lista da Mossad (serviços secretos israelitas) com cientistas iranianos para assassinar, tendo sido registados várias mortes ao longo dos anos, como noticia o jornal Público.

De acordo com as autoridades iranianas, Fakhrizadeh foi assassinado numa emboscada em Absard, a 70 quilómetros de Teerão, quando quatro pessoas dispararam contra o carro onde este seguia juntamente com o seu guarda-costas. O cientista ainda foi transportado para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos, enquanto o guarda-costas ficou ferido.

“Os terroristas assassinaram hoje um proeminente cientista iraniano. Esta cobardia – com sérios indícios do envolvimento de Israel – mostra o belicismo desesperado dos seus autores”, acusou o Ministros dos Negócios Estrangeiros do Irão na rede social Twitter, apelando à comunidade internacional, “e especialmente à União Europeia”, para “pôr fim às suas posições ambivalentes vergonhosas e condenar este acto de terrorismo de Estado”.

A transição de poder entre as administrações de Donald Trump e Joe Biden, nos EUA, deverá ser aproveitada por Israel e Arábia Saudita para enfraquecer a República Islâmica, de forma a dificultar uma reaproximação de Washington a Teerão após Biden assumir a presidência.

Termos relacionados Internacional
(...)