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Responder à crise sem repetir erros do passado é o desafio do futuro, diz Pedro Filipe Soares

“A precariedade social, laboral, habitacional é o caminho que o vírus utiliza para neste momento continuar a infetar pessoas”, diz o líder parlamentar do Bloco, apontando o Orçamento do Estado para 2021 como o horizonte do debate do Estado da Nação, a acontecer esta sexta-feira.
“A precariedade social, laboral, habitacional é o caminho que o vírus utiliza para neste momento continuar a infetar pessoas”, diz o líder parlamentar do Bloco. Foto Tiago Petinga, Lusa.
“A precariedade social, laboral, habitacional é o caminho que o vírus utiliza para neste momento continuar a infetar pessoas”, diz o líder parlamentar do Bloco. Foto Tiago Petinga, Lusa.

Apesar dos problemas criados pela crise pandémica serem novos, estes “nascem em cima de debilidades que a economia portuguesa tinha”, o que cria um “desafio duplo”: responder a “esta crise económica e social, mas também não repetir erros do passado”, diz Pedro Filipe Soares em declarações à Agência Lusa.

Para o líder parlamentar, a crise pandémica mudou o ciclo claramente: “esta fase agora é de recuperação da economia e recuperação do Estado, do seu papel”. Por isso, “veremos é o que é que se faz com essa aprendizagem”, nomeadamente com o Orçamento do Estado para 2021 que, considera, “será definidor”.

“Eu creio que é o debate do estado da nação que lança esses caminhos agora, para o futuro, num contexto diferente daquele que nós julgaríamos que fosse há uns meses”, diz ainda, considerando que “fica hoje visível que a falta de direitos de quem trabalha é um dos problemas que faz com que o vírus percorra ainda as ruas do nosso país. A precariedade social, laboral, habitacional é o caminho que o vírus utiliza para neste momento continuar a infetar pessoas”, avisa.

“Foi extraordinário o que o Serviço Nacional de Saúde fez, o que a escola pública fez também ao longo destes últimos meses, mas não esconde a falta de investimento que houve durante muitos anos. Se foi extraordinário – e muito se deve à capacidade dos seus profissionais, agora temos de aprender para não repetir os mesmos erros”, alerta.

Neste contexto, a escolha do Partido Socialista “foi gerir à peça cada uma das discussões no parlamento e de certa forma até desvalorizar o trabalho parlamentar. Essas duas notas mantêm-se ao longo deste ano. Uma novidade mais recente é a disponibilidade do PSD para essa dança. Há aqui uma ação mais conjunta, algo que não existia no início da sessão legislativa”, regista.

“Um Orçamento do Estado que vai ter que responder à crise económica e social, ao investimento dos serviços públicos, aos direitos de quem trabalha e nessas escolhas concretas é que PS dirá se quer ter, de facto, um diálogo à esquerda ou se quer fazer diferente e continuar, ainda que informalmente, num caminho de aproximação ao PSD e do PSD de aproximação ao PS”, avisa.

“Há aqui escolhas que criam a dúvida se nós não estaremos perante lições não devidamente assimiladas por parte do Governo neste momento. Essa é a dúvida em cima da mesa”, conclui.

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