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Repressão em Gaza só funciona se for para matar, diz Netanyahu

Em entrevista à CBS, o primeiro-ministro israelita justificou a morte de mais de 60 manifestantes, afirmando que “métodos não letais não funcionam” em Gaza.
Netanyahu em entrevista à CBS

"Tentámos de todas as maneiras. Testámos todos os tipos de métodos. Você tenta métodos não letais e não funcionam. Só nos restam estas más opções. É mau", disse Benjamin Netanyahu, numa entrevista à rede televisiva CBS, gravada em Jerusalém. "Se o Hamas não os tivesse empurrado, não teria acontecido" o massacre desta semana durante as manifestações em Gaza, prosseguiu Benjamin Netanyahu (ver vídeo da entrevista no final da notícia).

Benjamin Netanyahu blames Hamas for deadly Gaza violence

Na ONU, Netanyahu encontrou uma vez mais o apoio dos EUA, pela voz da embaixadora Nikki Haley, que responsabilizou o Hamas por “estimular a violência” na sequência da inauguração da embaixada dos EUA em Jerusalém. "Nenhum país nesta câmara atuaria com mais moderação que Israel”, disse a representante de Trump na ONU.

O isolamento internacional dos EUA aumentou com a decisão de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel, mas o veto norte-americano mantém paralisado o Conselho de Segurança, impedindo uma declaração pública de condenação ou a aprovação da comissão independente reclamada pelos restantes catorze membros.

Na reunião desta terça-feira, o coordenador especial da ONU para o processo de paz no Oriente Médio, Nickolay Mladenov, afirmou que o “ciclo de violência em Gaza precisa acabar” ou corre o risco de explodia, o que ”arrastará todos na região para mais uma confrontação mortífera”. Para o embaixador francês na ONU, citado pelo Le Monde, o bloqueio norte-americano ao Conselho de Segurança é uma atitude “unisolacionista”, uma mistura de unilateralismo com isolacionismo.

 

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