Segundo os dados relativos à inflação, publicados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o valor que determina a actualização das rendas, e que corresponde à variação do índice de preços mo consumidor, sem habitação, relativa aos últimos 12 meses, subiu 3,19%.
Este aumento irá afectar tanto os 300 mil contratos celebrados após Outubro de 1990 como os 400 mil contratos firmados após esta data.
No caso de uma renda de 450 euros, os inquilinos passarão a pagar uma verba mensal de 464,36 euros, o que equivale a um aumento de 14,36 euros.
Associado aos aumentos nos transportes, gás e electricidade, entre outros, e à diminuição do rendimento disponível das famílias decorrente dos cortes salariais e da desvalorização das pensões, este encarecimento do valor das rendas das habitações penalizará duramente as famílias portuguesas.
Segundo os memorandos de entendimento firmados com a troika, o governo irá ainda apresentar, até ao final do ano, uma proposta que visa a liberalização gradual das rendas antigas e a adopção de mecanismos mais céleres de despejo dos inquilinos incumpridores.