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Renault Cacia: forte adesão no primeiro dia de greve

Os trabalhadores da Renault Cacia aderiram em força à maior paralisação de sempre naquela empresa. Para além de aumentos salariais, exigem o fim do assédio laboral e a melhoria das condições de trabalho.
Trabalhadores em greve na Renault Cacia esta quinta-feira.
Trabalhadores em greve na Renault Cacia esta quinta-feira. Foto SITE-CN/CGTP

Segundo o sindicato SITE-CN, afeto à CGTP, a adesão à greve no primeiro dia de paralisação da Renault Cacia foi de 80% ao nível da produção no turno da noite, aumentando para 90% no turno da manhã, “com a particularidade de muitos trabalhadores com vínculos precários terem aderido à greve”.

O sindicato diz ainda que ao contrário de greves anteriores, “há trabalhadores quadros intermédios a aderir à greve, o que demonstra que a insatisfação é transversal a todos os trabalhadores da empresa”.

 
Em declarações à RTP, Bruno Correia da Comissão de Trabalhadores fez eco das queixas de “repressão disciplinar” na unidade da Renault em Cacia. “Não é por acaso que esta empresa tem apresentado índices elevados de baixas psicológicas”, sublinhou, denunciando também as situações de acidentes de trabalho  “fruto das condições precárias de trabalho e da falta de organização”.

O sindicato considera “fundamental que esta administração perceba os sinais que esta adesão à greve dos trabalhadores transmite e perceba que é tempo de valorizar quem mais contribui para a criação de riqueza na empresa”.

Caso a empresa não dê sinais de alterar a sua posição, a greve irá prosseguir nos dias 10 e 12 de novembro com paralisação de 24 horas em cada um dos dias.

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