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Relatório pelo regresso da arte pilhada a África

Uma comissão de especialistas recomendou esta sexta-feira ao presidente francês que possibilite o retorno dos artefactos culturais africanos aos seus países de origem
Foto de Le Bistronome/Flickr

A estimativa aponta para que 90% dos objectos culturais africanos estejam na Europa. Para contrariar esta situação, o relatório da autoria do economista senegalês Felwine Sarr e do historiador de arte francês Benedicte Savoy propõe alterações à legislação francesa, nomeadamente às medidas que proíbem a cedência de elementos que pertençam às coleções nacionais.

Aaron Ross e Marine Pennetier apresentam-no, em texto publicado pela Agência Reuters, como “um marco potencial na luta dos países africanos para recuperar obras pilhadas pelos exploradores e colonizadores ocidentais” uma vez que os museus europeus têm resistido aos apelos de vários países para a sua restituição. Apesar de algumas destas peças serem, por vezes, emprestadas temporariamente aos seus países de origem, outros países, como a Etiópia, recusam empréstimos porque consideram que não deveriam ter de pedir para ter a sua propriedade roubada.

Sarr e Savoy identificaram cerca de 46 mil objectos, apenas no Museu Quai Branly, em condições de poderem ser restituídos.

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