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Relatório aponta mau estado de mais de metade da ferrovia portuguesa

Quase 60% das linhas de caminho de ferro têm classificação de “medíocre” e “mau”, aponta o relatório da Infraestruturas de Portugal.
Foto PAulete Matos

O relatório diz respeito a 2016, e é citado esta terça-feira pelo jornal Público. Ele traça o diagnóstico de uma ferrovia que há muito aguarda por obras de modernização e cuja vida útil, em alguns casos, já expirou há anos.

É o caso dos 35 quilómetros     troço Ovar-Gaia da Linha do Norte, onde “qualquer tipo de intervenção de manutenção produz efeitos pouco duradouros” e que obtém a classificação de 1.9 (mau) numa escala de 1 a 8, sendo apontada a “necessidade de intervenção urgente”. Na lista dos troços em pior estado, destaca-se também, na Linha do Douro, os 32 quilómetros do troço Tua-Pocinho. A via estreita de Espinho a Oliveira de Azeméis e de Aveiro a Sernada do Vouga são outros dos troços com classificação mais baixa.

Com a classificação de medíocre, encontram-se a Linha de Cascais e da Cintura de Lisboa (Alcântara Terra — Braço de Prata), a linha do Algarve entre Lagos e Faro e a da Beira Baixa entre Entroncamento e Sarnadas.

Para além dos cortes orçamentais que impediram as obras de modernização e manutenção, a reportagem destaca também os cortes de pessoal, com a perda de know how acumulado ao longo dos anos e o recurso ao outsourcing de empreiteiros externos.

Dos 20 descarrilamentos registados pelo Público nos últimos quatro anos, cerca de dois terços ocorreram nas linhas do Douro e da Beira Alta, tendo esta metade do seu percurso classificado como medíocre.

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