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Reino Unido vai proibir anúncios de cirurgia estética dirigidos a menores

A publicidade dirigida ou que interpele menores não vai ser permitida devido aos efeitos potencialmente nocivos deste tipo de anúncios na saúde mental e na auto-imagem corporal dos jovens.
Jovem. Foto de Sergei F/Flickr.
Jovem. Foto de Sergei F/Flickr.

No seguimento de uma análise feita pelo regulador, o Committee for Advertising Practice, à publicidade feita pelas clínicas de cirurgia estética, o Reino Unido decidiu deixar de permitir publicidade a estas práticas dirigida a menores.

As regras vão aplicar-se a todos os meios de comunicação social e redes sociais, incluindo as atividades dos chamados “influenciadores sociais”. A partir do próximo mês de maio, serão banidas não só as formas de publicidade especificamente dirigidas a pessoas abaixo do 18 anos de idade mas também aquelas em que se considere que os anúncios possam interpelar esta faixa etária.

Apesar de, neste país, ser proibido realizar cirurgias estéticas em menores, não havia quaisquer restrições à publicidade ao contrário do que se passa com o tabaco ou com o consumo de álcool. Um facto que tinha vindo a levantar “preocupações” em vários setores do NHS, o Serviço Nacional de Saúde britânico, refere-se nesta análise que se dedicou a dissecar os efeitos potencialmente nocivos deste tipo de anúncios na saúde mental e na auto-imagem corporal dos jovens.

Segundo o Guardian, em 2018, tinham já existido queixas sobre um anúncio a cirurgias mamárias da clínica MYA que associava claramente, concluiu o Advertising Standards Authority, a entidade que implementa a regulamentação da publicidade, este tipo de operação à felicidade e à auto-confiança. A entidade acabou por decidir bani-lo.

Shahriar Coupal, diretor do CAP, esclarece que o que se irá agora fazer é sistematizar regras e aplicar “um nível necessariamente elevado e termos de marketing” devido “aos riscos inerentes às intervenções cirúrgicas cosméticas e da potencial atração destes serviços relativamente a jovens com problemas de confiança corporal”. As novas regras pretendem assegurar que a publicidade não se dirigirá a menores e que não “explore as vulnerabilidades” desse grupo.

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