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Regras anti-especulação caem nos EUA

Depois da crise financeira de 2008, os Estados Unidos avançaram com regras para limitar a especulação financeira. Agora, sobre pressão dos bancos, volta-se atrás aligeirando a regulamentação sobre a banca.
Foto de Russ Allison Loar. Flickr

A última grande crise financeira eclodiu em 2008. Alguns dos políticos mais conhecidos dos principais partidos norte-americanos juravam então que não se podia repetir e que eram precisas regras. Os limites que se colocaram à especulação acabaram por ser limitados e só chegaram em 2013 com a “lei Volcker”. E contaram sempre com a resistência dos grupos financeiros, de tal modo que a lei não resistiu ao poder do lóbi de Wall Street.

A lei Volcker ficou com o nome do presidente do conselho para a recuperação económica de Barack Obama. De entre as normas que introduziu, contam-se a proibição dos bancos fazerem investimentos de alto risco recorrendo ao próprio capital e a limitação das suas participações noutras entidades financeiras de risco elevado.

Apesar de ainda não se conhecerem na totalidade as alterações que foram aprovadas pelo Federal Deposit Insurance Corp e pelo Office of the Comptroller of the Currency, sabe-se já que vão no sentido de terminar os limites anteriormente impostos.

As alterações não foram consensuais dentro destes órgãos: Martin Gruenberg, membro do conselho de diretores do FDIC, opõe-se às alterações acreditando que, a partir de agora, “a Regra Volcker já não vai impor um limite significativo às práticas especulativas”. Os defensores das alterações, claro, pensam que é exagero e juram que a lei Volcker continua em vigor. Trata-se apenas de a clarificar, de reduzir custos com a regulação e de agilizar processos.

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