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Registo de cães, gatos e furões gera confusão

A junção das duas anteriores bases de dados numa única plataforma culminou em confusão. Há animais vivos dados como mortos, animais identificados como sendo de raça perigosa quando não o são e a há registos que desapareceram.
Registo de cães, gatos e furões gera confusão
Foto de Paula Nunes.

Entrou em vigor a 25 de outubro a obrigatoriedade de os médicos veterinários registarem todos os cães, gatos e furões no Sistema de Informação de Animais de Companhia (SIAC). O SIAC é uma nova plataforma que reuniu os dados duas bases de dados que anteriormente estavam em vigor: o SIRA, base de dados dos veterinários, e o SICAFE, a base de dados dos municípios. O processo pretendia simplificar a identificação dos responsáveis pelos animais de companhia, mas não está a ser feito sem confusões.

De acordo com o noticiado pelo Jornal de Notícias, a equipa responsável pelo SIAC, do Sindicato Nacional dos Médicos Veterinários, recebe em média mil emails com pedidos de ajuda e de esclarecimento de dúvidas. No processo de junção das duas plataformas nem todos os dados migraram de forma correta para a nova base de dados. Alguns animais mortos constam como estando vivos, alguns animais vivos estão assinalados como já estando mortos, há cães assinalados como perigosos quando não pertencem a nenhuma das raças identificadas enquanto tal e há registos que simplesmente desapareceram. 

“Todos os dias encontramos erros nos registos dos animais dos nossos clientes”, declarou Maria João Sousa ao Jornal de Notícias

A veterinária da Clínica SOS Patinhas dá o exemplo do seu animal de estimação: "a minha cadela, de raça Teckel, surge como sendo de raça perigosa, que não é. A da minha colega está dada como morta a 13 de março. Há animais cujo registo desapareceu e outros com o número do cartão de cidadão do dono em todos os campos”.

Contactado pelo jornal, Bruno Rôlo, do Sindicato Nacional dos Médicos Veterinários, fez saber que o sindicato está a trabalhar no sentido de ter toda a situação normalizada até ao final de 2019.

O registo de cães, gatos e furões através da aplicação de um microchip ou sistema semelhante e identificação no SIAC é obrigatório e tem um custo anual de 2,50 euros. Quem não o fizer arrisca uma multa de pelo menos 50 euros. Quem já tiver feito este registo do seu animal de companhia não necessita de repetir o processo. 

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