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Reformados consideram que aumento proposto pelo governo é indigno

Esta segunda-feira, mais de cem reformados protestaram perto da residência do primeiro-ministro por aumentos de pensões “dignos”. Os manifestantes, impedidos de circular a menos de 100 metros da residência, apesar de o terem comunicado à Câmara, exigiam aumentos extraordinários e faseados para as pensões mais baixas.

Um grupo de aposentados, pensionistas e reformados resolveu mostrar, esta segunda-feira, a sua indignação pelos “aumentos” propostos pelo governo para o próximo orçamento de Estado. A forma de protesto escolhida foi o canto das janeiras à porta da residência oficial do primeiro-ministro. O Grupo +60 juntou a sua voz à iniciativa da APRE, considerando que a proposta do governo “uma desilusão”.

Rosário Gama, presidente da Assembleia Geral da Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados (APRE), referiu no decorrer do protesto que “há muita gente que não é aumentada e muita que tem aumentos de miséria”, dando exemplos de pensões de 200 euros, com aumentos de 2,10 euros, ou de pensões de 400 euros, com aumentos de 2,80 euros. “Não queremos estes aumentos, queremos aumentos dignos”, afirmou ao megafone.

O protesto, organizado pela APRE e que contou com o apoio do grupo + 60 do Bloco de Esquerda, teve de ser feito a mais de cem metros da porta da residência do primeiro-ministro, apesar de a organização o ter comunicado à Câmara Municipal de Lisboa.

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Berta Alves, da direção do Grupo +60 do Bloco de Esquerda, afirmou ao Esquerda.net que “os aumentos anunciados pelo governo são vergonhosos”. Sublinhando que “as pensões em Portugal são muito baixas”, afirma que os parcos aumentos parecem desconhecer não apenas os valores exíguos mas também a inflação de 2020. Assim, o protesto é feito também para que haja aumentos extraordinários e faseados para as pensões mais baixas.

 

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