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Recusa a apertar a mão a pessoas do sexo oposto dá direito a recusa de cidadania

Casal muçulmano recusou-se a apertar a mão a pessoas do sexo oposto durante entrevista para a obtenção de cidadania suíça. Autoridades locais afirmam que a religião dos candidatos não foi fator de decisão, mas que a recusa indicava "dificuldade de integração".
Recusa a apertar a mão a pessoas do sexo oposto dá direito a recusa de cidadania
Foto de Amtec Photos/Flickr.

Um casal muçulmano viu o seu pedido de nacionalidade suíça recusado por se terem recusado a apertar a mão a pessoas do sexo oposto. O incidente ocorreu durante a entrevista necessária para obtenção de cidadania, altura em que ambos os elementos do casal evocaram motivos religiosos para evitar o contacto físico com pessoas do sexo oposto.

A notícia é da Agence France-Presse (AFP), que confirmou a informação junto do município de Lausanne, na Suíça. O episódio ocorreu há alguns meses, mas só na passada semana é que o município os informou da recusa de atribuição de nacionalidade suíça. O argumento invocado foi de que essa recusa de apertar as mãos a pessoas do sexo oposto que não sejam da família imediata era indicador de uma dificuldade de integração e desrespeito pela igualdade de género.

Os candidatos “não apertaram as mãos a pessoas no sexo oposto”, tendo revelado também “muita dificuldade em responder a perguntas feitas por membros do sexo oposto”, disse a comissão municipal responsável por estas entrevistas numa conferência de imprensa.

As autoridades locais afirmam, porém, que a confissão religiosa dos candidatos não foi fator de decisão e que em momento algum estes foram questionados sobre as suas práticas religiosas. O presidente do município disse ainda que a liberdade de religião está consagrada nas leis locais, sendo contudo necessária uma boa integração na comunidade e respeito pelo país e pelas suas instituições aquando da obtenção de nacionalidade.

Poucos dias antes fora notícia, desta vez na Suécia, a compensação ganha por uma jovem muçulmana que vira interrompida a sua entrevista de emprego para um posto de intérprete de língua gestual por se ter recusado a apertar a mão dos homens presentes. De forma a evitar incidentes, a jovem tinha optado por cumprimentar todas as pessoas presentes em língua gestual sueca.

O município de Lausanne não deu quaisquer outras informações sobre o casal, tendo apenas indicado que estes têm origem no norte de África. O casal terá trinta dias para recorrer desta decisão.

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