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“Recuperar rendimentos é o primeiro passo para quebrar o ciclo da destruição do emprego”

Catarina Martins dirigindo-se ao “milhão de pessoas” sem emprego, apontou que recuperar rendimentos “é o primeiro passo” e defendeu propostas para a especialidade, nomeadamente para “garantir que um milhão de famílias com menores rendimentos tem acesso automático à tarifa social da energia”.

Na sua primeira intervenção sobre o Orçamento do Estado para 2016, a porta-voz do Bloco de Esquerda dirigiu-se ao “milhão de pessoas” sem emprego “com as vidas suspensas pelas opções de uma estratégia errada e injusta - a austeridade” e, referindo que “quem subsiste muitas vezes abaixo do limiar da pobreza não encontra neste orçamento mudança que baste”, afirmou que recuperar rendimentos “é o primeiro passo para quebrar o ciclo infernal das falências e da destruição do emprego”.

Catarina Martins salientou que este orçamento “não é um orçamento do Bloco de Esquerda”, mas que “será viabilizado com o nosso voto e não ficamos a meio caminho quando se trata de assumir responsabilidades”. A porta-voz do Bloco afirmou que o “orçamento do Estado pela primeira vez em muitos anos” vai “repor rendimentos do trabalho e respeitar os direitos constitucionais” e orgulhou-se do contributo do Bloco.

“Se este orçamento permite alguma tímida mudança positiva é porque foi possível um entendimento com os partidos à esquerda do PS”, realçou a deputada, apontando que “o Bloco não colocou entre parêntesis a sua principal proposta para defender os desempregados deste país: renegociar a dívida e libertar os recursos necessários para apoiar todos aqueles a quem a austeridade roubou o emprego”.

Criticando PSD e CDS-PP, a porta-voz do Bloco questionou “o que seria o orçamento da direita para 2016” e lembrando que “estava inscrito no plano de estabilidade que PSD e CDS entregaram no ano passado em Bruxelas” apontou: “um orçamento que protegia do IMI os fundos de investimento e que, entre aumentos de impostos e congelamentos, retirava às famílias mais de 2.000 milhões de euros”.

A terminar, Catarina Martins levantou a questão das pessoas que têm salários tão baixos que não pagam IRS e que “não ganharão nada com as alterações à sobretaxa”. Apontando que “essas pessoas não podem ficar de fora deste orçamento do Estado”, questionou o primeiro-ministro António Costa”: “Conhece as propostas do Bloco: reforçar prestações sociais para as camadas mais vulneráveis e garantir que um milhão de famílias com menores rendimentos tem acesso automático à tarifa social da energia, obrigando a EDP a pagar o que deve. A pergunta que lhe deixo é se contamos consigo para este caminho?”.

Na sua intervenção, o primeiro-ministro considerou a proposta sobre tarifa social da energia que o Bloco vai apresentar na especialidade "perfeitamente aceitável".

“Recuperar rendimentos é primeiro passo para quebrar o ciclo de destruição do emprego”

Termos relacionados Orçamento do Estado 2016, Política
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