Está aqui

Recuperação do emprego não se traduziu em maior estabilidade dos contratos

Nos últimos anos, o emprego tem recuperado. Mas também devido a contratos instáveis: em 2018, havia mais 73 mil do que em 2011, ano de chegada da troika. No mesmo período, registaram-se mais 263 mil contratos sem termo.
Foto de Miguel A. Lopes/Lusa
Foto de Miguel A. Lopes/Lusa

Em 2018, o número de trabalhadores por contra de outrem com contratos de trabalho precários atingiu o valor mais elevado desde o início da série calculada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2011.

No ano em que a troika chegou a Portugal, havia 817,6 mil trabalhadores com vínculos laborais instáveis. Em 2018, havia quase 900 mil, ou seja, cerca de 73 mil mais. Quanto aos contratos sem termo, passaram de cerca de 2.9 milhões em 2011 para mais de 3.1 milhões em 2018, depois de terem atingido o mínimo de 2.7 milhões em 2013.

Ao longo de toda a série do INE, pode verificar-se um aumento constante em termos absolutos do número de trabalhadores com contratos precários desde 2012. Em termos relativos, a proporção dos contratos precários face ao total de contratos mantém-se em torno dos 22%.

O inquérito ao emprego do INE mostra ainda que o setor dos serviços lidera o número de contratos precários, tendo mais de 70% do total de trabalhadores por contra de outrem com vínculos precários. Mostra ainda que são as mulheres que têm mais contrários precários, havendo quase mais 25 mil mulheres precárias do que homens.

Entre 2017 e 2018, registou-se ainda um crescimento muito superior nos contratos a termo para as mulheres (4,2%) do que para os homens (0,3%).

Termos relacionados Sociedade
(...)