O Instagram, um aplicativo gratuito de partilha de fotografias nas redes sociais, terá perdido cerca de 4 milhões dos seus utilizadores ativos, perto de um quarto do total, entre 19 e 26 de dezembro – um tombo que revela a particular sensibilidade dos cibernautas em relação às regras de privacidade nas redes que frequentam. A informação foi veiculada pelo New York Post, baseada em dados da empresa de pesquisa AppData.
A causa foi o anúncio feito pelo Instagram de que iria alterar as condições gerais de utilização, de forma a que a empresa passava a ter o direito de vender as fotografias dos utilizadores sem lhes dar qualquer remuneração nem os informar dessa utilização.
A onda de indignação que o anúncio provocou levou a Instagram a retroceder e voltar às condições de utilização de 2010, mas o mal já estava feito e os utilizadores empenhavam-se em movimentos de boicote, a partir do twitter (#boycottinstagram) e outras redes. Kevin Systrom, CEO e cofundador, anunciou então que tudo não tinha passado de um mal entendido e garantiu que a empresa não tinha qualquer intenção de vender fotografias.
A Instagram afirmou oficialmente que os dados de perda maciça de utilizadores são falsos, e que, pelo contrário, o uso da aplicação continua a crescer.
Seja como for, a verdadeira rebelião dos utilizadores existiu e provocou a desistência dos planos da empresa de lucrar à custa das fotografias alheias.
No início do ano, a Instagram foi comprada pelo Facebook por mil milhões de dólares.