“Um fio de baba escarlate”, o primeiro de três filmes de uma hora que satirizam um submundo ficcional em Lisboa, versa sobre a vida pacata de um serial killer que é abalada quando um incidente insólito o transforma subitamente numa estrela das redes sociais.
Com argumento e realização de Carlos Conceição, este filme conta com as interpretações de Matthieu Charneau, Joana Ribeiro, João Arrais, Leonor Silveira e Teresa Madruga.
A estreia deste filme ocorreu no festival de curtas de Vila do Conde, onde recebeu o prémio de Melhor Primeira ou Segunda Longa. Desde então passou já por diversos festivais, entre os quais o MOTELx Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa, Portugal (onde recebeu o Prémio MOTELX – Melhor Longa de Terror Europeia 2021) ou o Festival du Cinema de Brive, France (onde recebeu o Prix du Jury Jeunes de la Corrèze).
Carlos Conceição tem 42 anos e é licenciado em cinema pela Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa, e em Literatura Inglesa do Romantismo.
Em 2010 foi publicada a sua primeira curta, denominada “Carne”. Com interpretações de Anabela Moreira, Carloto Cotta, Ricardo de Sá, Eduardo Moreira e Eduardo Sobral, este filme recebeu o Prémio Novo Talento Fnac no IndieLisboa, 2010.
Em 2013 chegou às salas “Versailles”, com interpretação de Isabel Ruth e João Arrais, tendo competido no Festival de Locarno e recebido o Prémio da Crítica no Festival de Cinema Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira.
Os filmes “Boa Noite Cinderela” (2014) com interpretação de João Cajuda, Joana de Verona e David Cabecinha e “Coelho Mau” (2017) estrearam em competição no Festival de Cannes. “Coelho Mau”, com João Arrais, Júlia Palha, Matthieu Charneau e Carla Maciel, recebeu diversos prémios internacionais e o prémio Sophia de melhor curta-metragem portuguesa.
Em 2019, a longa-metragem “Serpentário” estreou no Festival de Berlim. Com interpretação de João Arrais e Isabel Abreu, este trabalho recebeu diversos prémios, entre os quais o de melhor primeira longa no DocLisboa, o de melhor filme no SiciliaQueer, melhor filme e melhor montagem no FilmMadrid, melhor realizador em Pontevedra, bem como uma menção honrosa de Melhor Filme no Festival Nouveau Cinema em Montreal e o prémio do público em Burgas, Bulgária.
A obra de Carlos Conceição foi alvo de retrospetivas integrais na Cinemateca Francesa em Paris, no Festival de Cinema de Amiens, bem como no Curtas de Vila do Conde.