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Quinta noite consecutiva de confrontos na Catalunha

A noite desta sexta-feira foi a de maiores confrontos da polícia com grupos de jovens, sobretudo em Barcelona. 182 pessoas ficaram feridas e 54 foram presas. Dois jornalistas foram detidos pela Polícia Nacional, um dos quais um fotojornalista do El Pais, devidamente identificado.
Polícia carrega em Barcelona, no dia 18 de setembro de 2019 – Foto de Enric Fontcuberta/Epa/Lusa
Polícia carrega em Barcelona, no dia 18 de setembro de 2019 – Foto de Enric Fontcuberta/Epa/Lusa

Os confrontos no centro de Barcelona começam imediatamente após o fim das marchas massivas e prolongaram-se ao longo de muitas horas. A atuação da Polícia Nacional de Madrid destacou-se nas agressões e nas prisões, como aconteceu com a prisão dos dois jornalistas que noticiamos.

A Amnistia Internacional Catalunha criticou o uso excessivo da força e o uso inadequado de material antimotim, por parte das polícias, e apelou a todas as autoridades para que tomem as medidas necessárias para garantir o direito de manifestação e a livre expressão de opinião a todas as pessoas.

Das 182 pessoas feridas, 152 foram em Barcelona, tendo 102 sido atendidas no local em que ficaram feridas e tiveram alta de imediato. 50 pessoas tiveram de ser tratadas num centro de saúde ou num hospital.

Noutras localidades também houve pessoas feridas devido às cargas policiais, nomeadamente nas cidades de Girona, Tarragona e Lleida.

Fotojornalista do El Pais preso em Barcelona

Apesar de estar devidamente identificado, Albert Garcia, fotojornalista do jornal El Pais, foi preso pela polícia em Barcelona, que o acusou de ter empurrado um agente, o que é negado pelo jornalista e é assinalado pela jornalista Anna Punsí:

Segundo Saül Gordillo, diretor da Catalunya Radio, também o jornalista Arnau Maymó, da mesma rádio, foi agredido e preso.

 

Audiência Nacional fecha site da plataforma "Tsunami Democrático"

O juiz Manuel García Castellón do tribunal de Madrid que trata de matérias de especial importância, como os crimes de terrorismo, mandou encerrar o site da “Tsunami Democrático”. O mesmo juiz já tinha mandado prender, em 26 de setembro, sete membros dos Comités de Defesa da República (CDR) e mandado fechar os seus perfis nas redes sociais, sob a acusação de integrarem uma organização terrorista, de fabricarem e deterem explosivos.

Segundo a Lusa, a plataforma reagiu ao que classificou com um ato de “censura” e anunciou que continua a operar pela rede Telegram.

 

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