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Queda de 14,1% do PIB no segundo trimestre

O Instituto Nacional de Estatística confirmou a contratação acentuada da economia nos meses de confinamento de Abril, Maio e Junho.
Foto Hugo Delgado/Lusa (arquivo)
Foto Hugo Delgado/Lusa (arquivo)

A crise pandémica e as medidas de confinamento traduziram-se num recorde de contratação da economia. Nos meses de Abril, Maio e Junho, 14,1% do produto interno bruto, a maior queda de que há registo e que se agrava em comparação com o mesmo trimestre de 2019, que resultaria em 16,5%.

A queda era esperada devido ao impacto da pandemia do SARS-Cov2 e as medidas de confinamento e encerramento de largos setores da economia portuguesa neste período.

Tanto a variação em cadeia de -14,1% registada no PIB como a variação homóloga de -16,5% são os valores mais baixos de que há registo nas séries históricas do PIB trimestral publicadas pelo INE e pelo Banco de Portugal que vão até ao ano de 1977, analisa o jornal Público.  

Esta queda junta-se à evolução negativa do primeiro trimestre já registada em março, com 3,8% de variação negativa face ao trimestre anterior e de 2,3% face ao período homólogo.

As projeções da Comissão Europeia apontavam para uma contração em cadeia para o mesmo valor agora registado, de 14,1%. Para o ano de 2020, a Comissão calculou uma queda total de 9,8%.

Segundo o jornal Público, o INE não incluiu informação detalhada sobre a evolução das diversas componentes do PIB. No entanto, registou quedas acentuadas na generalidade dos indicadores. Consumo privado, investimento, exportações e importações, todos diminuíram. No caso das exportações, muito por força da quebra no turismo, a contracção foi maior do que a das importações.

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