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Quase metade dos deslocados internos são crianças

Esta quarta-feira, soube-se que cerca de 40% dos deslocados internos no mundo por guerras ou outras crises são crianças. A fatia corresponde a 17 milhões, 5 milhões das quais com menos de 5 anos.
Fotografia de Paulete Matos
Fotografia de Paulete Matos

Os dados são do Centro de Controlo de Deslocamentos Internos, que os divulgou no dia em que se assinala o trigésimo aniversário da adoção da Convenção sobre os Direitos da Criança pelas Nações Unidas.

Entre os 17 milhões de crianças deslocadas, forçadas a abandonar a sua casa por guerras ou outras crises, mantendo-se no país de origem, cinco milhões têm menos do que 5 anos. Metade destas crianças está na região da África subsaariana. República Democrática do Congo, Colômbia, Somália, Afeganistão, Nigéria, Iémen e Etiópia têm cada um mais de um milhão de menores deslocados internos. No mundo inteiro, a Síria é o país mais afetado, tendo 2,2 milhões de menores deslocados.

Alexandra Bilak, diretora do Centro de Controlo de Deslocamentos Internos, citada pela agência Lusa, considera que as tentativas de abordar e prevenir o deslocamento interno devem focar-se nas crianças, uma vez que os deslocamentos podem afetar “a segurança, a saúde e a educação”. Contudo, muitas vezes estas “são invisíveis na altura de recolher dados e no debate político sobre este problema”. Um estudo recente feito em campos de refugiados na Etiópia, segundo lembrou Bilak, revelou que os alunos tinham traumas psicológicos, sinais de agressividade e de stress.

Assim, Bilak afirmou que estas crianças precisam “de um apoio especial por parte dos governos”, já que se encontram em situações de fragilidade, com um risco agravado de serem vítimas de abusos, de contraírem doenças ou de caírem na pobreza.

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