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Puigdemont impedido de entrar no Parlamento Europeu

Os recém-eleitos eurodeputados catalães Carles Puigdemont e Toni Comín foram impedidos de se juntarem aos restantes eurodeputados que já começaram a preparar o seu trabalho em Bruxelas.
Toni Comin e Carles Puigdemont vivem no exílio em Bruxelas e foram eleitos eurodeputados. Imagem ElNacional.cat

Os dois eurodeputados e antigos governantes da Catalunha vivem há mais de um ano exilados na Bélgica, para escaparem às acusações do julgamento do “procés”. Eleitos eurodeputados no fim de semana passado, foram esta quinta-feira barrados à porta do Parlamento Europeu. Segundo o jornalista do Libération Jean Quatremer, a ordem terá vindo do PPE.

Segundo a imprensa catalã, a ordem para não deixar entrar os dois eurodeputados foi dada após a queixa apresentada por parte do PP, PSOE e Ciudadanos ao presidente do Parlamento Europeu Antonio Tajani. Os três partidos pretendem que não seja dada autorização de entrada nem credenciais aos eurodeputados agora eleitos enquanto não tenham assinado a ata de posse em Espanha. Puigdemont e Comin tentaram obter garantias de que não serão presos em Espanha se tentarem tomar posse do mandato para o qual foram eleitos, mas sem sucesso.

Para já, ambos os eleitos catalães vão formalizar uma queixa por discriminação junto dos serviços do Parlamento Europeu e exigir a documentação em que o Parlamento Europeu se baseia para impedir a sua entrada nas instalações. Puigdemont e Comín alegam que nenhum eurodeputado assinou ainda a ata em Espanha e isso não os impediu de entrar nas instalações do Parlamento Europeu em Bruxelas. ”Trata-se de uma discriminação sem qualquer suporte jurídico”, afirmou Puigdemont aos jornalistas.

A proibição imposta a Puigdemont foi contestada por eurodeputados de outras bancadas, como o bloquista José Gusmão, também eleito pela primeira vez no passado domingo. “As desculpas dadas pela responsável do Parlamento Europeu seriam ridículas se não fossem tão graves. Puigdemont foi eleito pelos cidadãos para o Parlamento Europeu. As "questões políticas em curso" em Espanha não tem nada a ver com o assunto”, defendeu o eurodeputado do Bloco de Esquerda.

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