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PSP acusada de agressões na passagem de ano em Beja

As denúncias indicam que por volta da 1h da madrugada na noite de passagem de ano vários carros da policia chegaram à Praça da República e começaram a agredir com bastonadas e a insultar as pessoas, na maioria imigrantes, que cumpriam as regras de distanciamento.
Fotografia de um ferimento provocado pela agressão policial em Beja, publicada na denúncia nas redes sociais.

Segundo as denúncias de agredidos recolhidas pela Rádio Voz da Planície, estariam no local cerca de 20 pessoas em grupos dispersos, a maioria imigrantes. Um dos agredidos que precisou de tratamento hospitalar e apresentou queixa, diz que por volta da 1h da madrugada viu “vários carros da PSP que chegaram a alta velocidade” e com “os agentes” que “começaram a distribuir bastonadas, insultos e a agredir qualquer um que estivesse no caminho”, não se tendo “verificado a tentativa de diálogo”.

A denúncia acrescenta que “a maior parte das pessoas na praça eram cidadãos estrangeiros imigrantes que foram perseguidos, cercados e agredidos.” “Não houve qualquer resistência à autoridade, nenhuma ameaça nem nenhum tipo de celebração que justificasse o que aconteceu. Por parte da PSP houve muita violência injustificada, abuso de poder e completa negligência pelo bem-estar dos cidadãos”, refere a mesma denúncia publicada nas redes sociais e que já resultou em queixa.

“É uma mentalidade que tem de ser erradicada das forças de segurança”

Ouvido pela Rádio Observador, o responsável pela delegação de Beja da associação Solidariedade Imigrante diz que as agressões da noite de passagem de ano resultam de “uma mentalidade que tem de ser erradicada das forças de segurança”

“Isto, se não revela a infiltração orgânica de membros da extrema-direita, revela pelo menos a infiltração ideológica que está presente nalguns polícias”, acrescentou Alberto Matos. “São os tais movimentos Zero, movimentos inorgânicos que espalham este tipo de ideias que são incompatíveis com o desempenho de funções, ainda por cima usando uma farda ao serviço do Estado português”, sublinhou o dirigente associativo.

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