Numa nota divulgada no final da tarde desta segunda-feira, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) oficializou o apoio à candidatura presidencial liderada pelo ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), que tem como candidata a vice a deputada Manuela d’Ávila (PCdoB), no segundo turno.
No documento, o partido afirma que o resultado do primeiro turno mantém o cenário de instabilidade provocado pelo golpe de 2016 e que o segundo representa “a continuidade da luta contra o fascismo e o golpe”.
Nesse sentido, o PSOL considera que a prioridade no momento é derrotar a candidatura de extrema-direita, representada por Jair Bolsonaro (PSL). A partido também ressaltou que mantém sua independência e as diferenças programáticas em relação à candidatura PT/PCdoB, mas avalia que, perante o cenário, a luta contra o líder do PSL tem maior importância.
O presidente do PSOL, Juliano Medeiros, destaca que o contexto atual do país preocupa tanto o partido quanto os seus militantes. Defende uma aglutinação de diferentes setores democráticos, mesmo aqueles de fora do espetro da esquerda, pela construção de uma frente nacional em defesa da democracia.
“É a democracia no sentido mais amplo, que envolve a defesa dos direitos sociais, do Estado democrático de direito e o respeito às instituições que foram construídas na Constituição Federal de 1988”, pontua.
O PSOL considera que o revés de Bolsonaro traria a possibilidade de interrupção da agenda implantada por Michel Temer (MDB), abrindo caminho para a conquista da soberania nacional, entre outras coisas. Juliano Medeiros ressalta que a militância do partido irá atuar fortemente nesse sentido.
“O PSOL vai se engajar ativamente na resistência democrática, se somando à campanha do Fernando Haddad pra evitar o retrocesso que está colocado como uma ameaça concreta ao Brasil”, disse, ao Brasil de Fato.
Criado ano de 2005, o PSOL está presente nos 26 estados do país e no Distrito Federal e soma um total de 140 mil filiados.
Artigo de Brasil de Fato com esquerda.net