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“PS, PSD e CDS rejeitaram a construção de uma carreira digna e justa para os TSDT”

Esta quarta-feira foram votadas as propostas do Bloco que alteravam o decreto-lei da carreira dos técnico superior de diagnóstico e terapêutica (TSDT). Moisés Ferreira lamenta que PS, PSD e CDS tenham optado por “trair os profissionais” e “recusar a melhoria do Serviço Nacional de Saúde”. TSDT acusam PSD de ter cedido às pressões do Governo.
Foto André Kosters/Lusa.

O decreto do governo que estabelece o regime remuneratório dos técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica (TSDT) foi recebido com a indignação destes profissionais de saúde que há anos lutam pelo direito a uma carreira digna. Com o decreto aprovado em janeiro, “teremos pessoas com dez ou 20 anos de serviço na primeira categoria e sem hipóteses de progredir na carreira”, disse na altura o deputado do Bloco Moisés Ferreira.

As alterações feitas por vários partidos ao decreto do governo deviam ter sido votadas no início de junho na Comissão de Saúde e previa-se a sua aprovação com os votos contra do PS. No entanto, à última hora, o PSD pediu o adiamento da votação por tempo indefinido, alegando ser necessário esperar pela publicação do decreto de execução orçamental.

Conforme sublinha Moisés Ferreira, as propostas bloquistas chumbadas esta quarta-feira com os votos contra do PS e a abstenção do PSD e CDS “garantiam a justa transição, a contagem do tempo de serviço para a posicionamento remuneratório e uma progressão feita já na nova tabela remuneratória”

“O PSD que até tinha apresentado uma apreciação parlamentar e propostas de alteração, acobardou-se e traiu os profissionais à última da hora. Retirou as suas propostas e chumbou todas as outras. Estou certo que todos saberemos dar uma resposta à altura e penalizar esta imensa responsabilidade do PS, do PSD e do CDS”, escreve o deputado.

Sindicato acusa: PSD cedeu à pressão do Governo

Em comunicado, o Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica acusa o PSD de ter recuado, “retirando as suas propostas de alteração” e não votando a favor das propostas apresentadas pelo PCP e pelo Bloco de Esquerda.

De acordo com a estrutura sindical, o PSD impossibilitou a alteração legislativa que “poderia cessar com as desigualdades e injustiças na carreira” destes profissionais de saúde.

“O PSD apresentou um projecto de resolução em que requer um estudo ao Governo sobre o impacto orçamental das alterações que propõe, não sendo possível assim antes das eleições e de existir um novo Parlamento fazer nada, caindo as propostas de alterações dos outros partidos, Bloco e PCP, que tiveram o voto contra do PS e abstenção do PSD e CDS/PP. Isto é inaceitável, o PSD cedeu à pressão do Governo, que condicionou o maior partido da oposição”, lê-se no comunicado

O sindicato pondera novas acções de luta e de protesto.

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