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Protestos contra Amazon em várias cidades francesas

Manifestantes plantaram árvores em local onde será construído um armazém de 38 mil metros quadrados da multinacional de tecnologia norte-americana. E acusam a Amazon de destruir mais empregos do que aqueles que cria e de fomentar a precariedade.
Amazon. Foto de FRIEDEMANN VOGEL, EPA/Lusa.

Várias cidades francesas foram palco de protestos contra a Amazon. Mas as manifestações registaram uma maior mobilização nas imediações de Pont-du-Gard (sudeste), no Sul de França. Para este local está planeada a instalação de um armazém de 38 mil metros quadrados da multinacional de tecnologia norte-americana.

O apelo de associações que lutam contra este projeto situado na região de Fournès, património cultural mundial, mobilizou entre 800 pessoas, segundo a polícia, e 1.400, de acordo com a organização. Foram plantados arbustos em frente a duas grandes faixas com as frases “Stop Amazon” e “Nem aqui nem em outro local”. De acordo com a agência Lusa, foi também formada uma corrente humana para traduzir a amplitude do projeto, previsto ao longo da autoestrada A9 em 14 hectares.

“Há dois anos que os habitantes de Fournès e dos arredores lutam contra a construção de um enorme entreposto da Amazon. No início estavam isolados, mas conseguiram travar o projeto devido a recursos jurídicos” que estão em curso, afirmou Raphaël Pradeau, porta-voz nacional da associação Atac, em declarações à agência noticiosa AFP.

Em Carquefou, arredores de Nantes (oeste), perto de duas centenas de pessoas concentraram-se em frente a um armazém logístico da Amazon.

“Denunciamos o facto de a Amazon destruir mais empregos do que aqueles que cria, e que são empregos precários que originam doenças, sobretudo em termos de problemas musculoesqueléticos”, explicou à AFP Sophie Jallier, porta-voz do coletivo que convocou este protesto.

Também Ensisheim, no leste do país, foi palco de um protesto que agregou perto de cem pessoas. O local escolhido foi um terreno de mais de 15 hectares de antigas terras agrícolas onde será construído um armazém da multinacional.

Em comunicado, a direção da Amazon France desvalorizou os protestos. A empresa “tornou-se um alvo para certas organizações que desejam divulgar as causas que representam”, lê-se na missiva.

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