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Protesto à porta da petrolífera Australis em dia de ação global pelo clima

Mais de 160 cidades em todo o mundo denunciaram a insuficiência dos compromissos na cimeira COP24, que decorre na Polónia. Em Lisboa, o protesto teve como alvo os furos de gás na zona Centro do país.
Ação de protesto em frente à petrolífera Australis, em Lisboa, marcou o dia de ação global pela justiça climática. Foto Climáximo

Dezenas de pessoas assinalaram em Lisboa o dia de ação global para exigir uma verdadeira ação climática que possa limitar o aquecimento global a 2ºC. Os organizadores da ação “Climate Alarm” concentraram-se à porta da sede da empresa Australis Oil & Gas na Avenida de Liberdade. A empresa pretende fazer furos de gás fóssil em Aljubarrota e Bajouca no próximo ano e está a ser alvo de contestação por parte das populações afetadas.

Os manifestantes colocaram linhas vermelhas a envolver uma torre de exploração de gás e um gigante cravo vermelho no cimo da torre de gás. “As linhas vermelhas representam o limite que não devemos ultrapassar para vivermos num planeta habitável”, refere a Climáximo em comunicado.

"A Australis quer fazer dois furos, em Aljubarrota e Bajouca, no próximo ano e a nossa intenção, ao rodear a torre com linha vermelha, é dizer que não queremos isso", explicou o ativista da Climáximo João Costa à agência Lusa.

Maria João Justino Alves, da SOS Salvem o Surf, afirmou que "no contexto atual não faz qualquer sentido estratégias de investimento e políticas de curto e médio prazo alinhadas com formas de produzir e fontes de energia que têm 90 anos de existência". Por isso mesmo, defendeu que "as empresas de energia que querem investir em Portugal devem investir em energias alternativas".

Os organizadores do protesto anunciaram também a realização de um Acampamento de Ação contra o Gás Fóssil e pela Justiça Climática, a ter lugar no verão 2019.

Ainda em Portugal, o dia de ação global também passou pelo centro do Porto, numa concentração seguida de marcha pela Rua de Santa Catarina. A iniciativa foi convocada pelas organizações Extinction Rebellion, Climáximo e Diem 25.

“Caminhamos para uma catástrofe e temos até 2030 para a contornar. E cabe a todos nós despertar e exigir ação urgente para evitar este cenário. Cabe-nos relembrar os chefes de Estado que eles nos representam e que a nossa vontade é que todas as escolhas atuais e futuras respeitem o limite de 1,5 graus centígrados", sublinham os organizadores em comunicado.

O dia de ação global foi assinalado em 20 países de 5 continentes. Veja algumas imagens de algumas manifestações e iniciativas do “Climate Alarm”:

 

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