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Protesto por obras urgentes nas escolas da Portela junta mais de 800 pessoas

“Temos problemas de infiltração, chove dentro das salas e do pavilhão de ginástica, não existe aquecimento, o revestimento da cobertura dos pavilhões é feito em fibrocimento, que contém amianto”, explica André Julião, um dos organizadores da iniciativa e de uma petição à Assembleia da República.
A deputada Joana Mortágua também marcou presença no protesto. Fotografia de Margarida Paim.

Alunos, encarregados de educação e professores da escola Secundária da Portela e da Escola Básica 2,3 Gaspar Correia, em Loures, manifestaram-se na terça feira de manhã para reivindicar “obras urgentes”, alertando para o “estado de degradação daqueles estabelecimentos escolares”.

A ação de protesto que começou às 09:45, junto ao portão da secundária da Portela, acabaria por juntar mais de 800 pessoas, segundo números avançados pela SIC.

Em declarações à agência Lusa, André Julião, encarregado de educação e um dos organizadores desta ação, explicou que "aquilo que se pretende é dar um grito de revolta contra o estado de degradação da escola secundária da Portela e da Escola Básica 2,3 Gaspar Correia, onde estudam cerca de 1.900 alunos".

"É deplorável! Estamos a falar de um conjunto muito grande de deficiências a carecerem de urgente resolução. Temos problemas de infiltração, chove dentro das salas e do pavilhão de ginástica, não existe aquecimento, o revestimento da cobertura dos pavilhões é feito em fibrocimento, que contém amianto. Enfim, é um rol de problemas que colocam em causa a saúde e a segurança destes alunos", explicou o também subscritor de uma petição que já conta com centenas de assinaturas.

De forma simbólica, os manifestantes utilizaram durante o protesto uma peça de roupa preta e colocaram faixas negras nas fachadas das escolas.

Por seu turno, a diretora do Agrupamento de Escolas da Portela, Marina Simão, manifestou-se bastante "desgostosa" com a situação a que os dois equipamentos chegaram, responsabilizando o Ministério da Educação e a Câmara Municipal de Loures.

"Em 2010, estas duas escolas faziam parte de uma lista elaborada pelo Governo como prioritárias para intervir no âmbito do Parque Escolar. Contudo, isso nunca aconteceu e elas desapareceram dessa lista", apontou, acrescentando que o agrupamento se sente abandonado.

A deputada Joana Mortágua também marcou presença no protesto, tendo deixado a garantia de que o Bloco de Esquerda continuará a insistir junto do Governo para que avance rapidamente com as obras nestas escolas. 

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