O governo polaco pretende encerrar quatro minas de carvão e privatizar as restantes, detidas pelo maior grupo mineiro do carvão na Europa, a Kompania Weglowa. O encerramento das minas irá lançar 5 mil pessoas no desemprego e afetar duramente a vida nas regiões afetadas.
Numa sondagem publicada na imprensa, o protesto dos mineiros polacos é apoiado por 68,5% da população e o cenário de greve geral na Polónia é visto como bastante provável nas próximas semana. Os líderes sindicais dos mineiros já anunciaram que à falta de um acordo com o governo até dia 20 de janeiro, o protesto irá alastrar aos setores dos correios, energia e ferroviário.
No dia 7 de janeiro, os mineiros de Brzeszcze recusaram-se a subir à superfície. O protesto alastrou às catorze minas de carvão da empresa pública e a outras minas detidas por grupos privados. Estão agora cerca de três mil mineiros debaixo de terra em protesto, em condições cada vez mais difíceis e apesar dos conselhos médicos para subirem à superfície.
Ao mesmo tempo, sucedem-se as greves de fome e bloqueios de estradas e caminhos de ferro. Uma manifestação em Bytom, onde a taxa de desemprego é de 21% e só resta uma mina aberta após os encerramentos dos anos 1990, juntou dez mil pessoas na terça-feira.
Numa sondagem publicada na imprensa, o protesto dos mineiros polacos é apoiado por 68,5% da população e o cenário de greve geral na Polónia é visto como bastante provável nas próximas semana. Os líderes sindicais dos mineiros já anunciaram que à falta de um acordo com o governo até dia 20 de janeiro, o protesto irá alastrar aos setores dos correios, energia e ferroviário.