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proTEJO quer monitorização e divulgação dos efluentes da Celtejo

O movimento ambientalista pelo rio Tejo exigiu ao governo uma monitorização séria das descargas de efluentes da empresa Celtejo, bem como a divulgação pública dos seus resultados.
proTEJO quer monitorização e divulgação dos efluentes da Celtejo
Imagem retirada da página de facebook da proTEJO.

O movimento pelo Tejo - proTEJO organizou no cais fluvial de Vila Velha de Ródão, em Castelo Branco, o evento "Vogar contra a indiferença”. Esta iniciativa teve como objetivo a consciencialização das populações para a conservação do rio e contra a indiferença por causa dos problemas de poluição.

De acordo com o noticiado pela agência Lusa, a proTEJO exigiu hoje ao Governo que "monitorize com seriedade" as descargas de efluentes da empresa Celtejo e defendeu a divulgação pública dos resultados dessa monitorização.

"Aquilo que viemos fazer, foi (…) dizer que queremos que o Governo monitorize com seriedade essas descargas de efluentes da Celtejo, quer em quantidade, quer em termos da qualidade em que os efluentes são descarregados no rio Tejo e que divulgue esses resultados, para que possamos todos estar mais tranquilos (…)", disse Paulo Constantino, da proTEJO, à agência Lusa.

"Quisemos cá vir outra vez depois de o Ministério do Ambiente já ter reconhecido que um dos problemas da poluição e da elevada carga poluente no rio Tejo ser a Celtejo e, portanto, ter revisto a licença dessa empresa no sentido de haver uma menor descarga de poluentes no rio e também de tornar adequados os coeficientes de qualidade desses efluentes", disse.

O porta-voz da proTEJO adiantou que já pediram ao Ministério do Ambiente a nova licença emitida à Celtejo, de forma a ser possível analisar a mesma. "É necessário que a redução de efluentes a que obrigaram a Celtejo e o estabelecimento de parâmetros de qualidade mais adequados a uma boa qualidade desse efluente rejeitado, sejam os adequados a manter o bom estado das massas de água", sustentou Paulo Constantino.

O ambientalista sublinhou, ainda, que vão continuar atentos e vigilantes face ao que se passa no Tejo e prometeu alertar para todas as situações que afetem as águas do rio. Já sobre o depósito de lamas instalado num terreno junto ao monumento natural Portas de Ródão, Paulo Constantino recordou que não aprovaram essa decisão. 

"Foi uma decisão do Ministério do Ambiente com a qual não concordámos. Chegámos a propor ao ministro, antes de acontecer e de haver já a remoção de terras, propusemos um método alternativo que não implicava a ocupação do terreno nem as mexidas das terras. Esse método também não foi aceite", frisou.

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