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Proposta para Banif que custava menos 1,7 mil milhões ao Estado recusada pelo BCE

Beneficiando o banco Santander, o BCE e o BdP impuseram uma solução em detrimento de uma oferta do fundo norte-americano Apollo, que poupava 1,7 mil milhões ao Estado.
Foto de Tuválkin/Flickr

O fundo norte-americano Apollo, dono da Tranquilidade, fez uma oferta para o Banif que teria custado aos contribuintes 700 milhões de euros, ou seja, quase quatro vezes menos do que a solução imposta pelo Banco de Portugal ao Governo.

O fundo Apollo ofereceu 200 milhões de euros para o Banif, tendo sido a mais favorável das cinco propostas aceites no concurso do Banco de Portugal. A proposta feita pelo fundo norte-americano incluía a recapitalização do banco em mais 250 milhões de euros (o que previa o pagamento da última tranche de Coco’s de 125 milhões de euros). O Banco de Portugal (BdP) não favoreceu esta solução por o fundo não ser um banco, não tendo, segundo o BdP, capacidade de garantir a continuidade do financiamento ao Banco Central Europeu (BCE).

A solução favorecida pelo BCE, pelo BdP e pelo próprio Ministério das Finanças foi a entrega ao banco espanhol Santander dos ativos bons do Banif, juntamente com uma grande injeção do Estado Português. As instituições europeias impuseram desta forma a consolidação do banco Santander, aproveitando as dificuldades da banca portuguesa para consolidar o banco espanhol. Depois da intervenção no Banif, as autoridades europeias estão a pressionar a venda do Novo Banco a outro grande banco espanhol como o BBVA, o Banco Popular, ou o La Caixa, ou mesmo o próprio Santander.

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