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Proposta de criação do Museu da Resistência e Liberdade no Porto

O documentário “Museu da Vergonha” reúne depoimentos sobre o edifício da PIDE/DGS na cidade do Porto e propõe a criação deste museu. O Bloco de Esquerda apresenta uma proposta na Assembleia da República para a sua instalação. O documentário será estreado no Desobedoc na próxima sexta-feira.
O edifício da PIDE-DGS é um dos símbolos da repressão do Fascismo na cidade do Porto e em todo o norte do país
O edifício da PIDE-DGS é um dos símbolos da repressão do Fascismo na cidade do Porto e em todo o norte do país

Na próxima sexta-feira, 26 de abril, será estreado no festival de cinema insubmisso Desobedoc o documentário “O Museu da Vergonha” de Luís Monteiro e José Castro.

Esta curta-metragem centra-se sobre o edifício da polícia política (PIDE/DGS) da ditadura fascista, como símbolo da repressão na cidade do Porto. A propósito, o documentário reúne depoimentos de ex-presos políticos, historiadores e museólogos que defendem a criação de um Museu da Resistência no Porto.

Recorde-se que no dia 25 de abril deste ano (em que se comemora o 45º aniversário da Revolução dos Cravos) será inaugurado em Lisboa o Memorial aos Presos e Perseguidos Políticos e que o Museu do Aljube Resistência e Liberdade, também em Lisboa, comemora o seu terceiro aniversário. Note-se ainda que também amanhã, dia 25 de abril, será inaugurado o memorial aos Presos Políticos na Fortaleza de Peniche e que este sábado, 27 de abril, será mostrado o Museu Nacional de Resistência e Liberdade da Fortaleza de Peniche, que ainda se encontra em construção.

Na sequência da proposta lançada pelo documentário, o Bloco de Esquerda entregou na Assembleia da República um projeto de resolução para a criação museu da Museu da Resistência e Liberdade no Porto e da “Rede Nacional de Museus da Resistência”, articulando o Museu do Aljube, o Museu de Peniche e o futuro Museu no Porto.

No projeto de resolução, recorda-se que a Assembleia da República aprovou por unanimidade em 2008 uma resolução sobre a “Divulgação às futuras gerações dos combates pela liberdade na resistência à ditadura e pela democracia”, “onde se defende a criação de espaços musealizados em várias zonas do país no sentido de preservar a memória da luta contra o fascismo e ainda a promoção de eventos como roteiros nacionais e atividades educativas relacionadas com o tema”.

No documento, o Bloco propõe também que sejam envolvidas no processo “organizações representativas da resistência ao fascismo, como a 'União de Resistentes Antifascistas Portugueses' e o 'Não Apaguem a Memória'”.

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